#CNR: José Pedro Fontes e Inês Ponte estreiam-se a vencer na Madeira

O Campeonato Nacional de Ralis prosseguiu este fim-de- semana, com a realização do Rali Vinho Madeira, que hoje cumpriu o seu terceiro dia de uma emocionante competição, que deixou entusiasmados os milhares de espetadores que bordejaram as estradas da Pérola do Atlântico. E, no final da prova, como habitualmente organizada pelos homens do Club Sports Madeira (CSM), José Pedro Fontes arrecadou o melhor lugar, após 19 disputadas
classificativas da prova (18 reais, pois a penúltima foi anulada), graças a um andamento endiabrado e uma capacidade de resistência inesgotável numa prova plena de animação.ZPFRVM6AGO1

Um incidente envolvendo Bruno Magalhães e que levou mesmo a anulação da 18ª especial ditou um considerável atraso na publicação dos resultados, mas o Colégio de Comissário acabou por penalizar em 35 segundos o piloto lisboeta, arredando-o dos lugares do pódio.

Seguindo o programa estabelecido desde o arranque da presente temporada, a Citroën Vodafone Team, com a dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte, alinha nesta quinta prova do Campeonato Nacional de Ralis com o Citroën DS3 R5 com as cores da Vodafone e da Citroën. Para além do envolvimento da Citroën, e da Vodafone como patrocinador principal, o R5 ostenta ainda as cores da Milaneza, ExpressGlass e Total, entidades parceiras deste projeto.

«Apesar das peripécias e da incerteza até final o resultado deixa-me obviamente muito satisfeito. Foi um rali disputado do primeiro ao último quilóemetro e nós estivemos sempre na luta pelo triunfo. Vencer aqui na Madeira é muito bom e trata-se de uma vitória que sublinha a enormíssima capacidade da equipa que me acompanha e premei o esforço de todos. Paralelamente a boa exibição que aqui rubricámos deixa-nos numa posição ainda mais confortável na luta pela renovação do título Nacional, objectivo que está sempre no topo das nossas prioridades.» esclareceu José Pedro Fontes, a propósito da sua primeira vitória absoluta no Rali Vinho Madeira.

O piloto do Citroën DS3 R5 com o nº 1 nunca baixou os braços e neste altamente disputado último dia de rali, ganhou os troços de Ponta do Sol 1 e Rosário 1, sendo 2º em Ponta do Pargo 1, ainda durante a manhã para, depois de almoço, nas segundas passagens pelos mesmos troços, ter sido o mais rápido em Ponta do Sol 2, antes de dar a estocada final na última passagem por Rosário 2, que venceu.

Na verdade, com o seu forte andamento, José Pedro Fontes manteve o resultado final e o interesse desportivo da prova suspenso até ao fim, bem como se apossou em definitivo do melhor lugar entre os concorrentes do “Nacional”, campeonato onde dilatou a vantagem que trouxe para a Pérola do Atlântico.

#WTCC: #Citroen C-ELYSÉE continuam imbatíveis na Argentina

Graças a José María López e a Tom Chilton, o Citroën C-Elysée WTCC conquistou duas novas vitórias, mantendo-se, assim, imbatível na Argentina. Os resultados obtidos em Termas de Río Hondo permitiram à Citroën e a «Pechito» Lopez dilatar um pouco mais as suas vantagens na frente dos respetiivos Campeonatos do Mundo. No pódio da corrida de abertura, Yvan Muller ficou mais perto do papel de delfim.

AUTOMOBILE: ARGENTINA - TERMAS DE RIO HONDO - WTCC - 04/08/2016 TO 07/08/2016

Após as Qualificações, a Citroën Total decidiu trocar o motor da viatura de José María López, que apresentava uma anomalia suscetível de colocar em causa a fiabilidade, situação que, de acordo com o regulamento, penalizou o argentino que se viu relegado para a cauda do pelotão na Corrida de Abertura. Ao início da tarde «Pechito» passava, assim, da 10ª posição na grelha de partida para o 18º lugar, enquanto Yvan Muller acabava por sair do 7º lugar da grelha.

Quando os semáforos se apagaram, Tom Chilton aproveitou a sua posição na primeira fila para fazer a primeira curva na frente, com o Citroën C-Elysée WTCC da equipa SLR. O britânico bateu John Filippi, Rob Huff e Yvan Muller, em luta por um lugar no pódio após uma partida perfeita.

Pouco antes do meio da corrida, Filippi cedia ante a pressão dos seus perseguidores, perdendo progressivamente terreno. Yvan Muller recuperava, assim, a 3ª posição, mantendo-se na esteira de Huff. O quádruplo Campeão do Mundo nunca baixou os braços, mas não conseguiu encontrar o buraco da agulha para o passar, pelo que cruzou a linha de meta nessa mesma posição. Autor de uma corrida perfeita, Tom Chilton conquistou, assim, a sua primeira vitória ao volante de um Citroën.

Ao mesmo tempo, o público de Termas de Río Hondo foi vibrando com a fantástica recuperação de José María López. Décimo quarto após a primeira volta, o argentino entrou no top 10 duas voltas depois. Galvanizado pelo público nas tribunas, que se inflamavam a cada passagem, «Pechito« subia até ao 5º lugar, posição que lhe garantia pontos importantes nas Tabelas.

Prevista para pouco depois, a Corrida Principal anunciava-se mais fácil de abordar para Lopez, já que saía da pole position! Quanto a Yvan Muller, estava no 4º lugar da grelha. Mas, na partida, Norbert Michelisz surpreendeu toda a gente, assumindo o comando antes da primeira curva, na frente de Lopez e Muller, que se encontraram lado a lado na longa reta. Mesmo à justa, o argentino manteve a vantagem sobre o francês e os pilotos da Citroën Total lançaram-se em perseguição de Michelisz. Muller foi pressionando o líder a cometer um erro, rodando sempre ao ataque até que, para defender a sua posição, Michelisz abriu a porta a «Pechito», que assumiu, assim, o comando! Muller aproveitou para seguir na esteira do seu colega de equipa, mas foi tocado por Michelisz, saindo o Citroën C-Elysée WTCC nº 68 pela escapatória, regressando à pista na 5ª posição.

A hierarquia não se alterou até à bandeira de chegada e José María López conquistou aquela que foi a sua 7ª vitória da temporada. Do alto do pódio, pôde, então, agradecer ao muito público – à maneira das 24 Horas de Le Mans – o seu apoio indefetível.

No Campeonato do Mundo, Pechito aumentou a sua vantagem para 117 pontos, enquanto Yvan Muller subiu até ao 3º lugar, a sete pontos do segundo. Nos Construtores, a Citroën dilatou, igualmente, a sua vantagem, contando agora com uma margem de 196 pontos de avanço.

Yves Matton (Director da Citroën Racing): «Uma semana após o sucesso do Kris Meeke no
Rali da Finlândia, o Verão parece continuar favorável às cores da Citroën Racing! Foi uma
anorme satisfação poder oferecer à Citroën Argentina estas duas vitórias, num fim de semana em que assistimos a um verdadeiro esforço coletivo. Os mecânicos efeturam um excelente trabalho ao mudarem o motor do carro do José María López e ele pode voltar aos triunfos perante o seu público. É preciso sulinhar, também, a contribuição do Yvan Muller para este sucesso. Ao atacar Michelisz, ele sabia que estava a fazer o jogo do ‘Pechito’ e esta ação foi decisiva para o desfecho. Infelizmente, ele não foi recompensado com um resultado à altura do seu nível de performance. Parabéns também ao Tom Chilton que conquistou o seu primeiro sucesso com a SLR e com o Citroën C-Elysée WTCC. A situação nos Campeonatos do Mundo é perfeita, mas não podemos descuidar.»

José María López: «Este foi um fim de semana muito positivo em termos de resultados. Estou muito emocionado por ter ganho uma vez mais diante do meu público. De acordo com a equipa, decidimos mudar o motor, pois sabíamos que nesta pista era fácil eu recuperar posições. A corrida de abertura foi excitante, o meu Citroën C-Elysée WTCC estava perfeito e consegui ganhar várias posições sem nunca correr o risco de danificar o carro. À partida para a Corrida Principal, o Norbi fez um excelente arranque, um pouco como em Nürburgring, passando, em seguida, a defender na perfeição a sua posição. Tenho que agradecer ao Yvan, penso que teria sido bem mais difícil vencer sem o seu ataque ao Norbi. Uma ‘pole position’, uma vitória e um 5º lugar permitiram-me aproximar do meu objetivo, de um terceiro título consecutivo!»

Yvan Muller: «Este não foi um bom fim de semana para mim! Tinha carro para fazer a ‘pole position’, mas um pequeno erro condicionou a sequência de acontecimentos. Fiz duas boas partidas, algo que na Corrida de Abertura permitiu-me ir à procura de um lugar no pódio. Estava em liça para conseguir outro bom resultado na segunda corrida, mas deixei-me apanhar pelo Michelisz e isso custou-me o segundo lugar. A luta pelo lugar de vice-Campeão do Mundo será muito interessante, mas isso pouco importa. A minha verdadeira satisfação é ter dado pontos importantes à Citroën.»

@F1 : #GermanGp by @Pirelli

GP GERMANIA F1/2016 - HOCKENHEIM (GERMANIA) 31/07/2016 © FOTO STUDIO COLOMBO PER PIRELLI MEDIA (© COPYRIGHT FREE)
GP GERMANIA F1/2016 – HOCKENHEIM (GERMANIA) 31/07/2016
© FOTO STUDIO COLOMBO PER PIRELLI MEDIA (© COPYRIGHT FREE)

2016 Grande Prémio da Alemanha – Corrida

LEWIS HAMILTON VENCE DA SEGUNDA POSIÇÃO DA GRELHA,

ALTERNANDO OS COMPOSTOS PZERO SUPERMACIO COM MACIO

COMO PREVISTO, VÁRIAS ESTRATÉGIAS NO GRANDE PRÉMIO DA ALEMANHA,

COM A MAIORIA DOS PILOTOS A REALIZAR TRÊS PARAGENS

Hockenheim, 31 de Julho, 2016 – Como esperado houve diferentes estratégias em jogo no Grande Prémio da Alemanha, com a maioria das equipes a dividir as estratégias da corrida, grande parte realizou três paragens.

Uma destas equipes foi a Mercedes, com o vencedor Lewis Hamilton, a alternar os pneus Supermacios e Macios, enquanto Nico Rosberg que alcançou a pole, iniciou com dois jogos de Supermacio e terminou a corrida utilizando pneus macios para os ultimos dois turnos. Outra alternativa, foi o caso da Red Bull com Daniel Ricciardo e Max Verstappen no pódio, optando por estratégias diferentes na corrida. No entanto, ambos os pilotos da Red Bull terminaram a corrida com o composto Supermacio de modo a retirar vantagem da sua velocidade superior.

A temperatura da pista manteve-se aproximadamente ao longo da corrida nos 38 graus, as mesmas condições registadas no dia anterior, apesar de uma pequena ameaça de chuva prevista para o final. Também houve várias disputas na pista a seguir aos lugares cimeiros, com as equipes a conseguirem vantagem devido às suas diferentes estratégias ao longo da corrida até ao final.

O circuito de Hockenheim não sofreu praticamente nenhuma alteração desde a ultima prova do calendário de Fórmula 1, em 2014, com o seu asfalto antigo e já irregular que provou ser razoavalmente exigente para os pneus. Como resultado, alguns pilotos adaptaram as suas estratégias de duas para três paragens de forma a garantir o ritmo desejado. O melhor classificado com duas paragens, foi o williams de Valtteri Bottas, que terminou em nono.

Paul Hembery, Pirelli Motosport Director: “ Foi uma corrida em que a estratégia foi muito importante. Durante as primeiras voltas, houve uma maior degradação térmica do que a esperada, devido ao peso do combustível, e isto levou a que muitos optassem por uma estratégia de três paragens, a qual, ontem referimos como sendo teoricamente mais rápida. É importante a questão de monitorizar as taxas de desgaste e respetiva degradação, de modo a avaliar no terreno, e adaptar a estratégia de corrida à evolução das circunstâncias.”

OS MELHORES TEMPOS POR COMPOSTO:

MÉDIO MACIO SUPERMACIO

Primeiro VET 1m18.710s RIC 1m18.442s

Segundo HAM 1m18.746s VER 1m18.910s

Terceiro VET 1m19.122s HAM 1m19.452s

TURNOS MAIS LONGOS DA CORRIDA:

MACIO Magnussen 34 (voltas)

SUPERMACIO Grosjean 23 (voltas)

A NOSSA PREVISÃO: Previmos que a estratégia vencedora seria de três paragens. Hamilton beneficiou pelo seu excelente arranque e um carro rápido, permitindo gerir a corrida e os pneus. Fez as suas paragens nas voltas 14, 34 e 47 de acordo com a nossa previsão.

#WTCC: #TiagoMonteiro com duplo quarto lugar e pontos importantes na Argentina

Tiago Monteiro terminou as duas corridas da jornada da Argentina do WTCC com um duplo quarto lugar depois de animadas lutas. O piloto português mantém a segunda posição nas contas do Campeonato e continua focado em continuar a lutar pelas vitórias corrida após a corrida.unnamed

A sair da terceira posição da grelha, Tiago Monteiro deu o tudo por tudo no arranque e foi por muito pouco que não foi bem sucedido: “Não estando em posição de discutir o título, o meu objectivo é conseguir ganhar corridas. Sabia que para o conseguir teria de ser audaz no arranque. E foi o que aconteceu, podia ter sido bem sucedido, mas infelizmente acabou por não resultar. Estava a preparar-me para assumir o primeiro lugar mas saí largo fui para a parte suja da pista e acabei por cair para quarto. Ainda tentei lutar por mais um posição mas não foi possível”, disse.

Na segunda corrida as perspectivas não eram tão boas com o oitavo lugar da grelha, no entanto, novo bom arranque colocou o piloto do Honda Civic de imediato no sexto lugar: “Apercebi-me no arranque das probabilidades de haver falsa partida de dois adversários. Decidi não arriscar demasiado na expectativa dos ‘drive-through’ onde ganharia imediatamente duas posições. Mas o tempo foi passando e nada aconteceu e então tive depois de começar a atacar. Na volta final, o motor do Honda começou a falhar e vi a minha vida a andar para trás, mas felizmente deu para terminar sem perder posições. Dois quartos lugares são bons resultados e em termos de campeonato foram pontos importantes”, disse.

 

A próxima prova realiza-se a Oriente no Japão com a Honda a jogar em casa a 3 e 4 de Setembro.

#WTCC: #TiagoMonteiro quer continuar luta pelo campeonato na Argentina

Depois da brilhante vitória em Vila Real e de um período muito activo de testes, desenvolvimentos, simuladores e corridas no TCR na Bélica em Julho, Tiago Monteiro está de regresso ao WTCC  desta feita em solo sul americano para a oitava jornada da época na Argentina.

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Tiago Monteiro
A ocupar a segunda posição nas contas do Campeonato, o piloto português está confiante num bom desempenho ao volante do Honda Civic com o # 18: “Sabemos que vamos enfrentar uma jornada muito dura e disputada. Estamos em casa do ‘Pechito’ e ele conhece muito bem a pista. Mas as nossas ambições mantém-se como até aqui: lutar pelas vitórias, amealhar o maior número de pontos possível em todas as corridas e consolidar a segunda posição. É nisso que estamos focados”, explicou.
O circuito de Termas De Rio Hondo viu Tiago Monteiro subir ao segundo lugar do pódio o ano passado, pelo que as perspectivas acabam por ser boas: “É uma pista exigente mas que gosto. E tem vários pontos de ultrapassagem o que pode ajudar ao espectáculo mas também à subida de posições. O resultado da qualificação será importante mais uma vez. A Volvo e a LADA também podem ser adversários muito duros pois não têm lastro”, disse o piloto português expectante.
O programa do fim-de-semana terá transmissão em directo no Eurosport. No Sábado a qualificação pelas 19h e no Domingo as corridas às 18h e 19h.

#Porsche GT3 Cup Challenge: Nelsinho e Pedro Piquet competem em dupla pela primeira vez com carros de corrida

Nelsinho e Pedro Piquet vão competir em dupla pela primeira vez com carros de corrida neste sábado em Interlagos. Os irmãos irão acelerar o Porsche #45 com patrocínio do Hero, aplicativo de segurança digital da FS, na etapa de abertura do campeonato de endurance da Porsche GT3 Cup Challenge.

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Nelson Piquet Jr.

Até hoje, apenas em eventos de kart, o primeiro campeão mundial da FIA Fórmula E e o atual bicampeão da F3 Brasil aceleraram em parceria.

Curiosamente, é o competidor de 18 anos de idade que tem mais quilometragem que o irmão de 31 com os carros de corrida mais produzidos no mundo.

Pedro é o mais jovem vencedor da história do evento, conquistando de ponta a ponta a prova preliminar do GP Brasil de F1 pela classe Challenge em 2014, então com 16 anos de idade. No ano passado, ele competiu pela classe Cup sempre que não teve conflito de calendário com seus compromissos na F3. Disputou cinco das nove etapas do calendário e venceu uma prova, em Goiânia. Como parte de sua preparação para o automobilismo europeu, o piloto que hoje compete na FIA F3 Euro fez também duas corridas da Porsche Supercup em 2015, nas preliminares do GP da Áustria e do GP da Hungria de F1.

“Acho que vai ser muito legal essa prova. Primeira vez que vou fazer uma corrida longa em autódromo. Até hoje só andei em kart e estou muito motivado. Acho que tenho bem a mão do carro e também o Nelsinho tem muita experiência com a questão de estratégia e pilotagem para essas corridas longas. Então vai poder me ajudar nisso, mas certamente vou precisar ser um pouco mais conservador com o carro do que eu geralmente era nas corridas de 25 minutos do ano passado, andando muito forte o tempo todo. Os carros são velozes, mas nem tanto quanto os fórmula que estou pilotando, então acho que o cansaço será mais mental que físico, porque são diversas voltas na sequência e no carro fechado o piloto sempre sente mais calor. Estou muito animado em competir com meu irmão e andar também com tantos outros pilotos bons que estão nesse grid”, declarou Pedro.

Atual campeão das 24 Horas de Le Mans entre os protótipos independentes da classe LMP1, Nelsinho tem sua melhor memória de Interlagos justamente em uma prova de longa duração em que compartilhou a pilotagem com um familiar.

“Nunca me esqueço das Mil Milhas de 2006, que vencemos de Aston Martin. Competimos com meu pai, Helio Castroneves e Cristophe Bouchut no carro. Foi muito especial porque acredito que aquela foi a última corrida do meu pai. Sem dúvida é fantástico voltar a Interlagos dez anos depois para uma nova prova de endurance e acelerar junto com o Pedro. Já experimentei o carro da Porsche GT3 Cup em um teste de pré-temporada e fiquei muito impressionado. No ano passado meu pai testou, o Pedro disputou várias corridas e também meu irmão Geraldo fez uma etapa. Eu estava morrendo de vontade de acelerar esse carro em uma corrida também e fico feliz com essa oportunidade, então agradeço à categoria e aos patrocinadores que fizeram isso acontecer”, afirmou Nelsinho Piquet.

A jornada de Interlagos será a segunda etapa de uma série de três provas por três categorias diferentes que o piloto tem pela frente antes do início da terceira temporada da FIA Fórmula E. Na semana passada, Piquet Jr avançou para a finalíssima da etapa de Washington do Red Bull Global Rallycross Championship pilotando um Ford Fiesta ST 4×4 com motor turbo de 600 HP e finalizou o evento em sétimo. Em Interlagos, ele corre prova de 300 km de Gran Turismo com os carros de competição mais produzidos no mundo, o Porsche 911 GT3 Cup. Na próxima semana, volta à Nascar, para acelerar o Ford Mustang #98 em prova da Xfinity Series no circuito de Mid-Ohio.

A programação da prova de endurance da Porsche GT3 Cup Challenge determina dois treinos livres e duas sessões qualificatórias na sexta-feira. No sábado, a prova tem largada marcada para 15h e previsão de 300 km ou 2h30min de duração. A corrida será dividida em quatro stints, com cada piloto a cargo de dois deles. A estratégia de revezamento de pilotos e paradas para trocas de pneus e reabastecimento fica a cargo de cada dupla.

“O patrocínio da dupla na Porsche GT3 Cup Challenge tem tudo a ver com o Hero, nosso aplicativo de segurança digital, já que uma das funções é a solução Cloud, que permite aos clientes armazenarem arquivos como fotos e vídeos em segurança na nuvem. Certamente, nessa prova não faltarão momentos inesquecíveis para serem eternizados”, afirma Rodrigo Murta, diretor de Marketing da FS.

24 Horas de Spa: Jimenez, Baptista e Filipe Albuquerque terminam no 12º lugar

Depois de largar em 44o lugar na maior corrida de Gran Turismo do mundo, o trio composto por Sergio Jimenez, Rodrigo Baptista e Filipe Albuquerque recebeu a bandeiradas das 24 Horas de Spa em 12o lugar com o Audi #3.

24h Spa 2016

O top10 escapou a menos de meia hora para o final, no último pit-stop da jornada. O competidor português levou o carro para os pits em oitavo lugar, aproveitando a bandeira amarela determinada pela chuva forte que surpreendeu os 65 carros na reta final da corrida. Mas um vazamento de óleo na hora de completar atrasou o serviço de box, e o Audi #3 acabou perdendo uma volta na operação.

Retornou à pista em 13o e passou o Audi #74 quando a corrida foi reiniciada com bandeira verde. Mas faltou tempo para descontar a volta e buscar outra vez o grupo dos dez mais velozes.

A despeito do final, inesperado, a tripulação saiu com a sensação de dever cumprido depois de competir pela primeira vez em conjunto numa prova tão longa –no caso do jovem Rodrigo Baptista, 19, foi a estreia em corridas de 24 horas.

“O fim de semana foi difícil no começo, sem o melhor balanço nos treinos. Depois tivemos um quali complicado, em que perdemos as voltas por punição de track limits. Aí acabamos em 45o no grid de 65, mas tínhamos confiança que o ritmo de prova seria bom, o que se confirmou na prova”, lembrou Jimenez.

Ele foi o escolhido para largar e conduziu a máquina de 585 HP para o pelotão de elite durante as primeiras duas horas de corrida. O paulista de Piedade entregou o carro para Albuquerque na marca de 1h50min de prova, em oitavo lugar.

O português guiou durante um longo período sob safety car e fez dois stints consecutivos. Chegou a andar em 27o, mas recuperou para sétimo lugar. Quando entregou o carro para Baptista, o Audi #3 era 14o e vinha na volta do líder.

O novato manteve o ritmo e lidou como pode com o tráfego, até entregar novamente o carro para Jimenez, em vigésimo, na marca de 8h de corrida. Uma hora mais tarde Filipe retomou o carro, em 17o.

Então Jimenez retornou ao Audi #3 durante a madrugada e emendou três stints seguidos, período no qual a máquina do trio luso-brasileiro era a mais veloz na mítica pista belga.

Baptista recebeu o carro em 11o lugar, enfrentou o tempo instável de Spa de pneus slick com personalidade e chegou a andar em oitavo.

Mas àquela altura da prova os competidores já tinham várias janelas de paradas distintas, de modo que o momento de entrar no box durante as “full course yellow” (ou safety car virtual) ganhou relevância.

Albuquerque retornou ao carro em 13o, faltando pouco mais de duas horas para a bandeirada. Ele entrou no box em 11o no penúltimo pit e tinha ritmo para buscar os quatro carros que vinham à frente na mesma volta –o que renderia o sétimo lugar ao Audi #3.

Então choveu de novo, primeiro fraco, depois muito forte no trecho final do circuito, provocando aquaplanagem de alguns carros. O Audi #3 seguiu firme na pista, mas acabou perdendo uma volta preciosa no último pit-stop. Recebeu a bandeirada da 68a edição da tradicional prova em 12o lugar.

“Tivemos um único problema, na última parada, que acabou nos custando um top7. Vazou óleo na hora de repor, o que foi um azar. Mas, por sorte, não pegou fogo… Coisas de corrida”, observou Jimenez.

Ele destacou a performance do trio, especialmente o desempenho de Baptista em sua primeira corrida de 24 horas.

“O Rodrigo fez um total de 6 horas de tocada, pegou chuva e sol no mesmo stint, garoa de slick, guiou anoitecendo e amanhecendo, pilotou bem à noite e não fez nenhuma bobagem. Ficou firme na pista com 65 carros e metendo farol nos outros a noite toda! Foi muito bem para a estreia. Ano que vem certeza que estaremos melhor para sustentar o ritmo e se livrar mais rápido do tráfego. Mas isso é questão de experiência também”, completou Jimenez.

A próxima corrida dos brasileiros do Audi #3 no Blancpain GT Series é a etapa de Sprint em Hungaroring, nos dias 27 e 28 de agosto.

Junior #WRC: Ole Christian Veiby de novo na disputa do título depois da vitória na Finlândia

Terceira prova do FIA Junior WRC, o Rali da Finlândia deixou muita gente feliz. Graças à sua vitória, Ole Christian Veiby alcançou a 2ª posição da clasificação geral de Pilotos, ainda e sempre dominada por Simone Tempestini. O pódio ficou completo pelo muito jovem Juuso Nordgren, piloto local que se revelou por ocasião da sua prova nacional.

FIA WORLD RALLY CHAMPIONSHIP 2016 - WRC FINLAND

Tendo saído de estrada durante uma sessão de testes imediatamente antes da prova, Lukas Pieniazek viu-se orbigado a renunciar à mesma, pelo que acabaram por ser nove os DS 3 R3-MAX que alinharam à partida para o Rali da Finlândia.

Foi a Super-Especial de Harju que, na quinta-feira à tarde abriu as hostilidades, tendo Ole Christian Veiby assinado o melhor tempo, resultado que o piloto norueguês confirmou na sexta de manhã, com um novo melhor tempo na ES2.

Mas os seus opositores não tardaram a organizar-se! Inscrito pela AKK Sports – Federação Finlandesa do Desporto Automóvel – no quadro do seu programa de deteção de talentos «The future star», Juuso Nordgren foi a surpresa da prova. O jovem piloto de 19 anos mostrou-se o mais rápido nas duas Especiais seguintes, subindo à liderança entre os Junior WRC, empatado com Veiby, piloto que uma vez espicaçado replicou com dois novos melhores tempos consecutivos, antes do final da manhã. Veiby regressva, assim, a Jyväskylä com oito segundos de avanço sobre Nordgren, este seguido por Simone Tempestini que ocupava a 3ª posição, na frente de Terry Folb, Vincent Dubert, Andrea Crugnola, Martin Koci, Romain Martel e Mohamed Al Mutawaa.

A segunda passagem pelas especiais na tarde de sexta-feira foi menos favorável a Nordgren. Com um pião (ES7) e depois um furo (ES8), o finlandês perdia mais de um minuto, permitindo a Tempestini e Folb subir uma posição, deixando-o sob ameaça de Dubert e Crugnola. Al Mutawaa ficou longe do pelotão da frente devido a um problema de caixa de velocidades, causado por um simples cabo solto. Na ES9, era Dubert quem perdia tempo devido a um furo, troço onde o melhor crono de Tempestini o colocava a 10 segundos de Veiby. A ES10 ficou marcada pelo abandono de Folb, por saída de estrada, como radiador danificado, frtuto do seu sobreaquecimento pelo facto do piloto francês ter insistido em continuar, impedindo-o de regressar no dia seguinte em Rally 2. O final da primeira Etapa ficou ainda marcado pela subida de ritmo de Crugnola, com o italiano a assinar bons tempos que o elevaram ao 3º lugar.

Para começo da jornada de sábado, as equipas do FIA Junior WRC tiveram que aguardar a entrada em competição, pois a primeira passagem na mítica Especial de Ouninpohja foi anulada. Depois com dois melhores tempos seguidos, Nordgren regressou ao 3º lugar, atrás de Veiby e Tempestini. Com exceção do abandono do eslovaco Koci (radiador partido após uma aterragem demasiado dura sobre a frente), a segunda passagem não alterou muito a fisionomia da corrida. Veiby continuou na frente, com 13,5s de vantagem sobre Tempestini. Isolado na 3ª posição, Nordgren estava na frente de Crugnola, Dubert, Martel e Al Mutawaa.

Para domingo, restavam apenas quatro curtas Especiais para alterar a hierarquia. Mais uma vez, Crugnola viu-se acompanhado pelo azar e abandonou na ES23 (fuga de água,). Dubert, Martel, Al Mutawaa e Koci (regressado em Rally 2) subiram um lugar. Na frente, Ole Christian Veiby viu-se orbigado a gerir o ímpeto de Simone Tempestini, que assinando os três últimos melhores tempos alcançaria o 2º lugar, a apenas 5,3s do vencedor.

«É incrível ganhar aqui, até porque a minha equipa, a Printsport, está baseada a apenas alguns quilómetros de Jyväskylä», sublinhou Ole Christian Veiby à chegada. «Sinto-me feliz por poder recompensá-los pelos seus esforços. Tivemos um princípio de temporada difícil, mas esta vitória permite-nos começar a diminuir o nosso atraso para o Simone Tempestini. Tivemos um fim de semana perfeito, sem nenhum problema, com exceção de um problema com a voz do meu co-piloto, que começou a ‘falhar’! Atingimos os nossos objetivos e agora há que continuar assim no asfalto da Alemanha.»

#Formula3: Pedro Piquet faz 18 ultrapassagens ao longo da rodada tripla de Spa e conquista seu melhor resultado

A primeira participação de Pedro Piquet em corridas na tradicionalíssima Spa-Francorchamps teve todos os ingredientes que fazem os pilotos adorarem a pista belga: chuva forte e moderada, largadas disputadas, ultrapassagens por dentro e por fora e altíssima velocidade.

FIA Formula 3 European Championship 2016, round 7, Spa-Francorchamps (BEL)
Pedro Piquet

E teve ainda uma recuperação memorável.

O primeiro treino livre foi disputado sob chuva, que fez o carro #5 aquaplanar em um trecho de alta. Pedro saiu ileso da batida, mas o carro ficou bastante danificado. A equipe Van Amersfoort trabalhou em sua recuperação, mas o brasiliense de 18 anos de idade não conseguir participar da segunda sessão de treinos nem do quali 1. Voltou à pista apenas para o segundo quali, marcando 15o e 16o tempos para os grids das corridas 2 e 3.

“Foi uma grande pena ter tido a batida no treino, o que me impossibilitou de fazer a classificação 1. A primeira corrida teve apenas três voltas de bandeira verde, então não aprendemos quase nada”, contou Pedro. Ele fez três ultrapassagens, saindo de 21o para receber a bandeirada em 18o, na corrida marcada por chuva forte e quase toda comboiada pelo safety car.

A segunda prova foi com pista seca, e registrou o melhor resultado o piloto patrocinado pela Petrobras em 2016, terminando em sexto.

“Na corrida 2 tivemos um ritmo bom e consegui ultrapassar vários carros para terminar em sexto”, narrou o piloto, que largou de 14o e conquistou mais oito posições.

“Já na corrida 3, tive um toque na largada e caí para último, então tivemos uma corrida de recuperação, passando outros carros. Mas não estava tão rápido quanto na corrida 2”, contou o piloto, que avançou de 21o para 14o, ganhando mais sete posições e um saldo de 18 ao todo nas três corridas.

Piquet destacou a quilometragem acumulada em Spa e o trabalho do time para recuperar o carro depois de aquaplanar no treino. O campeonato da FIA F3 Euro retorna com a oitava etapa em Nurburgring no fim de semana de 11 de setembro.

Antes disso porém, o bicampeão da F3 Brasil volta a competir no campeonato Sul-Americano da Porsche GT3 Cup Challenge. Ele vai competir em dupla com o irmão Nelson Piquet Jr a prova de 300 km que marca a abertura do campeonato de endurance da categoria.