Compacto de corridas animadas colocou Vila Real de novo no topo das atenções


A Velocidade Nacional instalou-se em Vila Real e este Domingo foram nada menos do que 13 as diferentes categorias que estiveram em competição no exigente traçado citadino da capital transmontana do desporto automóvel, permitindo ao muito público presente, uma jornada verdadeiramente inesquecível a todos os níveis. 

Depois de uma jornada que até correu da melhor forma, apesar de algumas condicionantes, entre os quais o da chuva, que por diversas vezes se fez sentir – e com alguma intensidade – na pista transmontana, o Domingo prometia bastante animação, pois estavam previstas nada menos do que 13 corridas num dia que se previa bem completo e repleto de emoções fortes.

O 44º Circuito de Vila Real recebeu este ano mais de 200 equipas e pilotos, divididos por oito categorias; CNV, CNCC, CNCC 1300, LCC, CSS, SSS, SUPER 7 BY KIA, ABARTH e DESAFIO ÚNICO, assegurando a todo o público apaixonado pela competição automóvel, nesta região de tão grandes tradições nesta modalidade, um fim de semana inesquecível e que ficará por certo na memória de todos os presentes.

O Sábado dividiu-se entre treinos e algumas corridas, indicando os primeiros vencedores, com a dupla Pedro Salvador e Carlos Vieira, a vencerem no CNV e entre os homens do Desafio Único os primeiros louros foram para Luís e Raúl Delgado nos Alfa Romeo e André Pinto e João Brites nos Punto, numa classificação que seria corrigida depois de ontem as vitórias terem sido atribuidas a Luís e Raúl Delgado nos Alfa Romeo e André Martins e José Monteiro nos Punto. Entre os Super 7 by Kia, Hugo Araújo foi o vencedor, nos Abarth 500, triunfou Manuel Pedro Fernandes e finalmente entre os Single Seaters, o primeiro a cortar a meta foi Gonçalo Inácio ainda que tenha havido muitos outros vencedores, já que para este troféu a classificação geral não é importante.

Hoje as honras de vitória foram divididas e disputadas: O dia abriu com o triunfo de Luis Barros na primeira corrida do LCC, que repetiu na segunda. Logo a seguir foi a vez de Rui Azevedo garantir a vitória na primeira dos CSS, que também garantiu na segunda. António Nogueira cortou a meta em primeiro lugar nas duas do CNC, com Gonçalo Gomes a ser o melhor na classe até 1300 também em ambas as corridas.. Nos FEUP a categoria 2 teve Manuel e Vasco Barros como vencedores da segunda corrida e nos FEUP 3, foi a dupla David e Sergio Saraiva, quem garantiu o primeiro posto. Ricardo Megre foi o melhor na primeira corrida dos Super 7 by Kia e depois de muitas indecisões o triunfo na segunda dos Abarth 500, foi para Francisco Carvalho. Salvador e Vieira, repetiram a vitória de sábado, o que não aconteceu com Gonçalo Inácio, nos Single Seater, pois o piloto foi apenas segundo atrás de Tiago Raposo de Magalhães.

Terminado mais um Circuito de Vila Real, fica a sensação de que os transmontanos continuam a gostar de automóveis e querem manter o seu Circuito Automóvel por muitos anos. Resta apenas limar algumas arestas, a mais importante das quais diz respeito às dificuldades de comunicação e divulgação da prova, limitada por um sistema de cronometragem ineficaz, confuso e pouco condizente com a aposta que organizadores e promotores tinham feito desta 44ª edição da prova, anunciando e não cumprindo uma série de facilidades que depois não foram capazes de fornecer. Mas todos acreditamos que para a próxima, este assunto será igualmente tido em conta, para bem de todos.

 

LEGENDS CLASSIC CUP

 

O dia competitivo abriu com a primeira corrida da Legend Cup. Rui Costa no Toyota Carina E largou da pole position para uma prova que logo na fase inicial ficou marcada pelo acidente de Hugo Branquinho que levou à entrada do Safety Car.

Partindo do final da grelha, depois de ontem não ter marcado presença nos treinos cronometrados, Luís Barros fez uma corrida de trás para a frente com o Ford Sierra RS 500 e só o Safety Car impediu que mais cedo chegasse ao comando. No final acabou mesmo por ser o primeiro a ver a bandeira xadrez, terminando na frente de Luís Sousa no BMW e Rui Costa no Toyota. “Apesar de largar do final da grelha acabou por ser uma corrida tranquila. Espero que nas próximas provas possam aparecer mais carros como o meu. É espectacular guiar o Sierra aqui em Vila Real e o muito público presente vibra com o carro”, explicou Luís Barros.

A segunda corrida teve pouca história. Luís Barros dominou como quis e nem a entrada do Safety Car colocou em causa a vitória do homem do Sierra RS 500. Rui Costa ganhou um lugar face à corrida da manhã e terminou em segundo, enquanto a nota de destaque vai para o terceiro lugar de Rita Azevedo com um Toyota Starlet.

 

CLASSIC SUPER STOCK

 

Na primeira prova do fim-de-semana destinada aos Classic Super Stock Rui Azevedo não teve adversários. Desde o momento do arranque que o piloto do Ford Escort RS2000 se foi afastando da concorrência, para terminar a prova com mais de 1m40s de vantagem. Mais interessante foi a batalha pelo segundo lugar, com Alexandre Nogueira a superiorizar-se a Manuel Cabral Menezes e Paulo Duarte. Ainda assim, numa competição que vive também das classificações à classe, os quatro primeiros da corrida venceram respectivamente as classes, E4, E3, F3 e D4. Nas restantes categorias Miguel Ribeiro e J. Ribeiro foram os melhores nos D2, José Mota nos F4, Veiga Lopes nos C3 e Luís Sousa Costa nos C2.

Na segunda corrida os quatro primeiros foram os mesmos e pela mesma ordem, o que equivaleu a duplos triunfos às classes. Para Rui Azevedo “foram duas corridas tranquilas em que a maior luta foi comingo mesmo. Para não perder a concentração, o objectivo era dobrar o maior número de adversários possível. Este campeonato tem tudo para ser engraçado, se aparecerem mais carros nas diversas classes, ou seja Escort a lutar com Escort, Datsun a lutar com Datsun. Para esta prova havia a expectativa de haverem mais carros iguais ao meu, mas acabou por não acontecer”, afirmou Azevedo. Se nas classes E4, E3, F3 e D4 estamos conversados, nas restantes Fernando Mayer Gaspar ganhou desta vez nos C2, Miguel e J. Ribeiro repetiram a vitória nos D2, José Mota nos F4 e Veiga Lopes nos C3.

 

CAMPEONATO NACIONAL DE CLASSICOS CIRCUITOS

 

A primeira corrida do Campeonato Nacional de Clássicos ficou marcada por um acidente logo na fase inicial na entrada do circuito antigo, que obrigou mesmo à interrupção da corrida. No recomeço Luís Barros ficou na frente, sempre seguido de perto por António Nogueira. O piloto do Escort RS 1600 acabou por abandonar com problemas mecânicos e com isso o Capri de Nogueira rumou à vitória, seguido por Rui Costa e Rui Alves. “Correu bem”, começou por dizer o vencedor. “Sabia que precisava de esperar um par de voltas para ultrapassar o meu adversário e depois foi apenas controlar o andamento”.

Já no que diz respeito aos Clássicos 1300, Gonçalo Gomes venceu com grande à vontade, com José Fafiães e Pedro Gaspar a fecharem o pódio. “Tive algumas dificuldades com o calor e é preciso referir que o carro chegou a Vila Real sem estar a trabalhar. Quero publicamente agradecer ao Mário Silva ter-me facultado a peça para reparar o meu carro e que me permitiu vencer. Ganhar aqui é especial, porque é a terra dos meus avós”, referiu Gonçalo Gomes.

A segunda corrida voltou a entrada do Safety Car, desta vez por duas vezes. Mas no final o desfecho foi o mesmo, com vitórias de António Nogueira e de Gonçalo Gomes, este entre os Clássicos 1300. “O maior problema foi a entrada do Safety Car por duas vezes, o que reagrupava de novo o pelotão. Mal ele saía eu forçava o ritmo e ganhava logo, três ou quatro segundos”, explicou António Nogueira. Rui Costa foi segundo, enquanto Joaquim Jorge, fruto de uma espectacular recuperação, encerrou o pódio.

Nos 1300 Gonçalo Gomes também repetiu a vitória. “Foi mais difícil, porque nesta corrida era preciso ter atenção aos pilotos mais rápidos que tinham tido problemas na primeira corrida, como o caso do Joaquim Jorge, pois os adversários dos 1300 podiam aproveitar. Quero agradecer igualmente à minha equipa, que depois dos problemas que temos tido neste início de temporada, deram-me um carro perfeito”, resumiu o vencedor. José Fafiães voltou ao pódio, desta vez no terceiro posto, uma vez que foi Vítor Araújo a ficar com o degrau intermédio do pódio.

 

CHALLENGE DESAFIO ÚNICO

 

Se a primeira corrida do Challenge Desafio Único foi interrompida com bandeira vermelha, a prova deste Domingo teve uma situação de Safety Car, momento aproveitado por algumas equipas para ganharem posições.

Entre os pilotos dos Alfa Romeo 156 o triunfo ficou nesta segunda corrida para David e Sérgio Saraiva, que aproveitaram do melhor modo o momento da neutralização da prova para chegarem ao comando. “Ontem tivemos um problema no momento da troca de piloto, perdemos vários segundos e talvez a vitória. Hoje correu tudo bem. Parámos no momento certo e depois o Sérgio só teve de gerir”, explicou David Saraiva, que disse ainda que “correr aqui foi espectacular. Não tenho palavras. É uma adrenalina imensa”, finalizou. Alexandre Gonçalves e Paulo Ribeiro foram segundos, enquanto a dupla Joaquim Soares/António Barros, que ontem tinha ficado em segundo, hoje fechou o pódio.

No que diz respeito aos Fiat Punto, a luta foi interessante de seguir pelo mar de gente que invadiu a capital transmontana. Pouco mais de quatro segundos separaram no final os três primeiros. No final, a vitória ficou para Manuel e Vasco Barros, com João Rebelo Martins e António Ferreira a fecharem em segundo, aproveitando do melhor modo a entrada do Safety Car. O pódio ficou fechado com Bernardo Maia e Gonçalo Rodrigues.

 

SUPER 7 BY KIA

 

Se ontem a prova dos Super 7 by KIA foi a mais espectacular do dia, hoje a segunda corrida ficou marcada por alguns incidentes e pela presença do Safety Car em pista durante cerca de metade do tempo da prova. Na fase inicial Ricardo Megre passou para o comando e teve de se defender dos ataques de Hugo Araújo, alguns deles em locais sem qualquer hipótese de êxito e que colocaram em risco a continuidade dos dois em prova. “Alterei a afinação do carro e este ficou muito melhor. Passei o Hugo Araújo e depois ele tentou passar em sítios que não davam e por pouco não ficámos os dois”, afirmou o vencedor.

Nuno Carvalho e Nuno Caetano encerraram o pódio, com Luís Lisboa e Hugo Araújo a terminarem colados no quarto e quinto lugares.

 

TROFÉU ABARTH 500

 

A corrida de Domingo do Troféu Abarth 500 foi muito animada na luta pela vitória. Francisco Carvalho arrancou melhor e levou atrás de si Nuno Cardoso e José Pedro Leite. No entanto, na rotunda de Mateus o piloto da Guarda comete um erro e cai para terceiro. Pouco depois o Safety Car entrou em pista e reagrupou o pelotão. No recomeço Nuno Cardoso manteve o comando, enquanto Carvalho ganhou um lugar a Leite e subiu para segundo passando a pressionar o líder. A ultrapassagem acabaria por ser consumada a duas voltas do final.

“Arranquei bem, mas no final da subida cometi um erro e o Nuno Cardoso e o Zé Pedro Leite passaram. Depois do Safety Car ultrapassei o Zé Pedro na subida de Abambres, uma zona onde era claramente mais rápido que eles. A duas voltas do fim o Nuno abriu ligeiramente na entrada para a recta da meta e eu aproveitei. Depois foram duas voltas a fundo e caminhei para a vitória”, explicou Francisco Carvalho. Nuno Cardoso e José Pires ficaram com os restantes lugares do pódio.

 

CAMPEONATO NACIONAL DE VELOCIDADE

 

A corrida deste Domingo do Campeonato Nacional de Velocidade teve pouca luta pela vitória, mas a batalha pelo segundo lugar só ficou resolvida na derradeira volta. Na frente, a dupla Carlos Vieira/Pedro Salvador só cedeu o comando aquando da troca de pilotos. “Para mim foi difícil, porque desde o início da semana que estou com um problema nas costas e antes da entrada do Safety Car estava com a perna dormente, o que dificultava muito a minha condução. Aproveitei essa fase para respirar um pouco e acabei por ganhar com alguma vantagem. O Carlos fez um bom turno, mas depois das paragens não sabia qual era a vantagem, pelo que procurei encontrar um ritmo bom, mas ao mesmo tempo que me permitisse gerir a minha condição física”, explicou Pedro Salvador.

Na luta pelo segundo lugar Gonçalo Araújo levou a melhor sobre Francisco Abreu na última volta.

Nos GT a vitória foi para António Nogueira.

 

SINGLE SEATER SERIES

 

Um traçado como o de Vila Real é um desafio para todos os pilotos, mais ainda para os dos monolugares. Na segunda corrida do fim-de-semana para os Single Seaters Tiago Marques saiu na frente, mas logo na fase inicial da corrida bateu forte, obrigando à entrada do Safety Car. No recomeço Tiago Raposo Magalhães conseguiu manter o comando e ser o primeiro a ver a bandeira xadrez. “Foi uma boa corrida, foi pena o que aconteceu ao Tiago Marques, mas os acidentes fazem parte das corridas. Na parte final foram apenas três ou quatro voltas sem Safety Car e limitei-me a controlar a vantagem para o Gonçalo Inácio. O momento alto da corrida foi quando logo na fase inicial o passei por fora na descida de Mateus. Correr em Vila Real tem uma mistura de sensações. Por um lado a espectacularidade da pista, do outro o perigo que representa, nomeadamente para os monolugares”, disse no final Tiago Raposo Magalhães.

Depois da vitória de ontem Gonçalo Inácio terminou hoje colado ao vencedor, ao passo que Gonçalo Jordão encerrou a tribuna dos vencedores. João Paulo Matos foi quarto e ganhou a categoria FK 70, Manuel Mello Breyner ficou no primeiro lugar da categoria Tuga e Fernando Gaspar foi o melhor nos FK 80.

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