Hugo Araújo estreia-se a ganhar no mítico traçado de Vila Real


Foi quase de sonho o fim-de-semana desportivo para Hugo Araújo. Depois de fazer o 3º melhor tempo na qualificação, a meio segundo da pole e de uma primeira corrida do troféu Super Seven by KIA verdadeiramente estonteante, com uma luta acesa com o campeão em título Nuno Carvalho, Hugo Araújo não escondia a alegria de se estrear no lugar mais alto do pódio neste mítico citadino:

“Foi uma corrida épica em todos os sentidos. Estávamos com o ritmo mais forte do pelotão, foram inúmeras as ultrapassagens realizadas num circuito onde é complicado ultrapassar, mas sempre com o fair-play necessário para que ambos terminássemos a prova sem problemas. O respeito foi mútuo e a vitória podia ter sorrido a qualquer um dos dois. Na última volta o Nuno passa-me por fora na descida de Mateus e pensei que a corrida estava perdida…. Mas ainda tinha a direita para a Araucária, e foi nessa curva que consegui colocar-me por dentro e consumar a ultrapassagem”.

Considerado por muitos como o mais importante, mítico e técnico circuito onde os Seven estarão presentes, Hugo Araújo afirmou “para mim foi como se ganhasse o campeonato. É a minha estreia, num traçado tão difícil e exigente, é o meu 2º ano de competição vindo apenas dos treinos da Playstation e do simulador, e consegui vencer o “Mónaco ou Macau” do nosso campeonato. Estou
felicíssimo.” Contudo nem tudo foi tão bom na segunda corrida, “saindo da pole sabia que o arranque seria fundamental e teria muitos adversários com fome de vitórias atrás. Na primeira volta rodei com algumas cautelas pois tinha trocado os pneus traseiros por outros usados e não estava ainda com a confiança total no carro. O Ricardo Megre no meu cone ultrapassa-me na descida de Mateus e a partir daí a corrida tornou-se feia e anti-desportiva, eu estava claramente mais rápido mas o Ricardo esteve sempre a tapar antidesportivamente e sem qualquer fair-play todas as minhas tentativas de ultrapassagem ziguezagueando pelo circuito e colocando-me em situação de quase acidente por diversas vezes. Numa dessas tentativas, ao chegar à Rotunda de Mateus tento-me colocar do lado direito do Ricardo, pois estava mais rápido, mas ele fechou colocando o carro totalmente na faixa da direita. Ao colocar-me pelo seu lado esquerdo jogou-se para cima do meu carro e atirou-me contra os rails” comentou o piloto.

Ainda sobre este incidente “foram mostradas placas de drive through ao Ricardo que as desrespeitou e por isso o Nuno Carvalho não o atacou. A partir daqui julgo que se abre um precedente grave, pois qualquer piloto pode tomar a iniciativa de respeitar ou não um drive-through e depois no fim logo se vê. Já houve diversas situações de penalizações por não se respeitar drive-through portanto é uma decisão que não entendo. No final parece que o Ricardo mostrou imagens do seu onboard, mas apesar de eu ter manifestado a minha plena disponibilidade para mostrar as minhas imagens, ninguém as quis ver nem as solicitou”.

Mas a corrida não terminou neste incidente, logo após, João Batista calcula mal uma ultrapassagem a Nuno Carvalho, é catapultado por cima do carro do número 1 e aterra literalmente na parte esquerda do piloto bracarense empurrando-o para os rails do lado direito.

“Ainda bem que ninguém se magoou, foi um acidente feio mas felizmente apenas com mazelas nas máquinas.” Com o carro tocado de ambos os lados mostrava-se muito complicado de conduzir “principalmente em curva e bastante instável em travagem. Tinha o suporte metálico do guarda-lamas esquerdo cravado no pneu e a fazer tanta pressão que estava prestes a rebentar. Ponderei desistir mas decidi aguardar pela entrada do safety car, o que veio a acontecer e dirigi-me às boxes para resolver a questão do guarda-lamas e verificar se tudo estava ok com o carro.”

Já atrás do safety car, em 9º, Hugo Araújo faz uma recuperação notável ultrapassando diversos pilotos e chegando colado ao 4º lugar, fazendo neste período a melhor volta dos super seven em todo o fim-de-semana de Vila Real.
“Nesta altura só queria ganhar algumas posições. Sabia que mesmo assim o 3º lugar era possível de atingir em função do número de voltas que faltassem e ataquei. Alguns pilotos foram de um fair play notável e não dificultaram nem colocaram em causa a ultrapassagem.”

Em relação à próxima corrida do troféu, Hugo Araújo manifesta algumas reservas face à sua participação: “teremos de avaliar a extensão dos danos causados no Caterham e tentar captar mais apoios que nos permitam viabilizar a participação em mais provas”. Ainda assim Hugo Araújo considera extremamente positivo o fim-de-semana e a vitória na estreia em Vila Real foi um dos momentos mais marcantes da sua ainda curta carreira.

“Sem dúvida que os circuitos citadinos e as rampas são os que mais gozo me dão, pela adrenalina, pelo contacto com o público, pelo facto do carro ser o menos importante e ter de ser o piloto a fazer a diferença. É mais um sonho cumprido, com o apoio incansável dos meus patrocinadores, COPEFI, Seegno, OPT, Btennis, da equipa de mecânicos, dos meus amigos e família!”

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