#MotoGp : #ArgentinaGP , by Aires Pereira


“The Doctor”
“The Doctor”

O que se assistiu hoje neste circuito não tem paralelo no panorama motociclistico mundial. Valentino Rossi está num pico de forma absolutamente incrível para um piloto que tem 20 anos de “casa”. É quase impossível descrever o que se passou, mas mesmo que o consiga colocar em palavras nunca conseguirei transmitir a emoção que um apaixonado por este desporto sentiu ao ver esta corrida. Mais uma que vai ficar para a história…e que história!

 

O povo tem um ditado que se pode aplicar a esta prova – “uma andorinha não faz a primavera”. Comecemos então pelo princípio!

O circuito Termas de Rio Hondo é um dos mais rápidos do mundial de velocidade e consequentemente as Honda e as Ducati estariam em clara vantagem. E realmente tanto as Ducati através de Dovizioso e Iannone e as Honda com Marquez e Crutchlow encabeçaram todos os tempos de treinos livres e qualificação. Marc Marquez precisava de rapidamente colocar-se na liderança do mundial e nada como sair da pole position, situação para a qual trabalhou e que veio a conseguir. A surpresa da primeira linha veio pela mão de Aleix Espargaro que à terceira prova do mundial em que a Suzuki regressa obtém o segundo melhor tempo. Espectacular para o piloto e para a marca. A fechar a primeira linha a Ducati de Iannone. As Yamaha ficariam pelas segunda e terceira filas. Tudo se inclinava para “um passeio” de Marquez até à vitória. De referir que o tempo estava com uma inclinação para o nublado, com nuvens bem carregadas mas mesmo assim a maioria dos pilotos ia com pneus “extra hard” atrás. Contudo à última da hora Marquez resolve mudar para “hard” e uma série de pilotos segue-lhe o exemplo. A aposta de Marquez residia em demarcar-se rapidamente da concorrência e ter uma distância suficiente para poder poupar os pneus no fim da corrida. E assim aconteceu. Logo após a partida Espargaro coloca a Suzuki a liderar uma prova, o que não se manteve por muito tempo, pois Marquez tinha outros planos e tomou a liderança. Lá para trás Rossi que tinha arrancado da terceira fila dá um toque em Iannone e atrasa-se passando para a oitava posição. Dovizioso, Lorenzo e Iannone tentam ir atrás de Marquez que à terceira volta tinha já 3 segundos de avanço. Entretanto Rossi enceta a recuperação e quando chega à frente já Crutchlow lá estava juntamente com Dovizioso, Iannone e Lorenzo. O espanhol da Yamaha parecia de novo apático e Rossi rapidamente se desenvencilhou do seu companheiro de equipa bem como de Crutchlow e Iannone. Já Dovizioso demorou um pouco mais. Quando finalmente Rossi se estabeleceu na segunda posição Marquez tinha 4,1 segundos de avanço e faltavam 15 voltas. Foi então um desenrolar de emoções. Primeiramente achou-se que Rossi ia somente tentar fugir a Dovizioso para poder ganhar pontos para o campeonato. Mas Rossi estava então a ganhar mais de 3 centésimos por volta a Marquez que com a pista a aquecer (as nuvens desapareceram e o sol queimava) viu o seu pneu a desaparecer rapidamente. A 7 voltas do final Rossi estava a 1,5 segundos de Marquez e trazia Dovizioso consigo o que representava um verdadeiro perigo para o final, mas foi o canto do cisne da Ducati que a partir daí largou Rossi que entretanto já nos fazia pensar como seria depois de apanhar Pedrosa porque isso era inevitável. E não demorou muito a acontecer, a duas voltas do fim Rossi trava mais tarde no fim da recta da meta e coloca a Yamaha à frente da Honda que numa tentativa desesperada tenta meter de imediato por dentro levando ao inevitável toque entre ambos, conseguindo Rossi aguentar o embate e colocar a sua moto ligeiramente à frente da de Marquez. Mas Marquez é conhecido pelos seus malabarismos em prova e não desiste colando, lado a lado a sua roda da frente à roda de traseira de Rossi que ao inclinar fortemente a sua moto para a entrada na curva 2 simplesmente atira com a moto de Marquez pelo ar forçando o campeão do mundo a desistir. Na volta e meia que faltava Rossi levou a sua Yamaha até à bandeira de Xadrez amealhando assim os 25 pontos e deixando Marquez…a 30 pontos! A batalha que se desenrolou um pouco atrás teve como desfecho a segunda posição de Dovizioso e Crutchlow no degrau mais baixo do pódio.

E aqui voltamos ao início da minha crónica – uma andorinha não faz a primavera – mas convenhamos que ter 30 pontos de avanço sobre Marquez com três provas decorridas dá que pensar! Este ano Marquez vai ter que trabalhar muito para conseguir revalidar o título e “The Doctor” está cá em cima à espera. O que se seguirá agora que vamos para a Europa?

 

1º Valentino Rossi – Yamaha (66 pts), 2º Andrea Dovizioso – Ducati (60 pts), 3º Andrea Iannone – Ducati (40 pts)

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