#MotoGp2014 : retrospetiva #Moto2 e #Moto3 com Aires Pereira

MOTO3

Miguel Oliveira
Miguel Oliveira

Começamos pelo que nos toca ao coração e assim sendo temos que começar pelo nosso Miguel Oliveira. 2014 tem sido um ano de grandes contrastes. Miguel tem variado entre o muito bom e o muito mau, sendo que o muito bom é de sua inteira responsabilidade, enquanto o muito mau recai invariavelmente na incapacidade da Mahindra em proporcionar ao piloto uma máquina isenta de problemas. Este ano tem sido a problemática da embraiagem que levou mesmo a que o piloto luso ficasse incapacitado de partir no GP da Argentina. Mesmo com todos os problemas técnicos que o têm afrontado, Miguel consegue demonstrar que é inegavelmente um dos melhores pilotos do pelotão de Moto3. A boa notícia é que a imprensa espanhola já dá o Mig#44 como certo na equipa KTM Red Bull em 2015. Assim sendo, e à semelhança de Jack Miller este ano, podemos estar perante o campeão de 2015 em Moto3. Mas para além do futurismo, espera-se essencialmente que Miguel mantenha a postura que o levou ao que é actualmente e que a segunda parte de 2014 possa trazer-lhe uma moto isenta de problemas…porque ele fará o resto!

As provas de Moto3 têm sido seguidas com grande interesse derivado ao excelente naipe de pilotos que este ano compete pelo título. Assim e passada metade da temporada verifica-se uma diferença inferior a 40 pontos entre 1º e 5º classificados no mundial. E daí para baixo a diferença continua a ser curta entre pilotos.

Jack Miller é quem lidera neste interlúdio liderando também uma interessante luta entre a KTM e a Honda. O australiano tem dado muito boa conta de si e não passou despercebido aos responsáveis da KTM Red Bull a época que este piloto fez em 2013 com material muito aquém dos homens da frente. Isso pagou dividendos e com material bom…é o que se vê. Lidera o campeonato.

Logo atrás aparece o primeiro homem da Honda e irmão da sensação do momento, Alex Marquez que tem proporcionado momentos deveras assombrosos aos comandos da sua Honda da equipa Estrella Galicia. Marquez faz jus à reputação que lhe advém do irmão campeão do mundo, e luta desalmadamente pela vitória, nem sempre com os melhores resultados, mas sempre com o primeiro lugar do pódio em vista.

Efran Vazquez, o mais veterano destes primeiros cinco homens encontrou na Honda a potência que precisava para se chegar e competir com os primeiros. Não se pode descartar Vazquez em qualquer corrida e o material Honda que dispõe deu nas vistas nas primeiras provas onde se destacava facilmente nas passagens pela recta da meta com uma velocidade que parecia impulsionada por Turbo. Decaiu um pouco nas últimas provas, mas permanece em terceiro lugar no mundial e perfeitamente enquadrável com o título.

Romano Fenati deu muito que falar em 2012, quando se iniciou em Moto3 com uma performance fenomenal, chegando a ganhar uma famosa prova feita debaixo de um diluvio em Le Mans completamente isolado tendo, contudo passado despercebido em 2013. No entanto na equipa VR46 e com motores KTM, 2014 tem sido um ano de consolidação para este italiano que tem Rossi por padrinho e que tem demonstrado grande consistência e capacidade. Os 30 pontos que o separam do primeiro posto não são obstáculo intransponível.

Por último temos Alex Rins que chegou a Moto3 com um futuro muito promissor mas que se tem revelado demasiado “cauteloso” deixando que lhe “tirem o pão da boca” como foi o caso do título de 2013 que lhe fugiu quando era praticamente impossível isso acontecer. Em 2014 com a Honda a fornecer os motores à Estrella Galicia Rins tem bom material para trabalhar, capacidade para liderar, mas vê-se relegado para um quinto posto que à partida não seria expectável, nem tão pouco que Marquez estivesse à sua frente e muito mais inclinado para roubar o campeonato a Miller do que Rins. Veremos como vai decorrer o restante campeonato e Isac Viñales (primo do campeão do mundo) está logo atrás para aproveitar as escorregadelas!

MOTO2

Após a saída de Espargaro e Redding Moto2 parecia despida de valores para manter o espirito combativo que caracteriza esta categoria. Dos protagonistas de 2013 ficava Rabat que passa para a ex-equipa de Redding, o que à partida parecia reunira todas as condições para Arredar a concorrência. E de facto assim foi. Nas primeiras corridas Moto2 até parecia qualquer coisa diferente, sem espirito, com os pilotos da frente separados por vários segundos (quando no ano passado eram centésimas de segundo) e as provas a terminarem com os primeiros lugares absolutamente definidos a várias voltas do final. Mas nem tudo o que parece é, e Rabat viria a perder folego fazendo emergir outros valores adormecidos. Alguns há mesmo muito tempo.

Mika Kallio, companheiro da equipa de Rabat, a Marc VDS, da Kalex valeu-se deste momento menos bom de Rabat para dar asas à sua ambição, tendo em atenção que detém uma das melhores máquinas do pelotão e traz também uma já longa experiência. É um facto que Kallio e Rabat raramente se defrontaram em pista, sendo normalmente a má forma de um a fazer com que o outro ganhe ou fique no pódio. Kallio parece lançado para fazer a vida negra a Rabat e lutar afincadamente pelo ceptro de Moto2. A equipa Marc VDS tem dois galos para o mesmo poleiro.

No terceiro lugar do mundial aparece Maverick Viñales. E este piloto é uma verdadeira caixinha de surpresas. Começou por entrar em Moto3 pela porta grande batendo Miguel Oliveira no Red Bull Rookies Cup (apesar de ter ganho menos corridas). Fez um brilharete no primeiro ano e depois parece que lhe fecharam a torneira e desapareceu, para voltar a aparecer no final da época. Exibições que variavam entre o bom e o péssimo e uma certa falta de capacidade emocional arredaram-no do título a meio da época. No ano passado, não obstante este comportamento voltou a ter bom material para se bater com os melhores. Apesar de não ter sido tão notório como no primeiro ano, Viñales voltou a quebrar quando era preciso cabeça fria para aguentar e foi por pura incapacidade dos adversários que veio a conseguir sagrar-se campeão mundial, ascendendo a Moto2. Curiosamente este ano o piloto consegue ter performances completamente antagónicas ao seu normal comportamento batendo-se afincadamente pelas vitórias e lutando de cabeça fria, nunca desistindo e com isto aparece, com alguma surpresa no terceiro posto do mundial, se bem que já a 50 pontos do líder. E se em que Rabat e Kallio pareçam imbatíveis e que dificilmente aconteceria um cataclismo a ambos, certo é que Viñales já uma vez apareceu do nada para ganhar um campeonato do mundo…será que o pode fazer outra vez?

Daqui para baixo dificilmente se conseguirá extrair um campeão mas os Suíços Aegerter e Luthi e o “velhinho” Corsi têm dado “água pelas barbas” aos pilotos candidatos ao título. Não obstante a fraca qualidade das provas de Moto2 em 2014, estes pilotos têm-se esforçado por levantar a fasquia brindando-nos com excelentes performances e arrojadas ultrapassagens.

MotoGp

Pois…nesta categoria apetecia-me excluir Marc Marquez! E porquê? Muito simplesmente porque (e isto até parece brincadeira) ganhou todas as corridas até à data. Nem na Playstation! Mas não seria politicamente correcto faze-lo e digamos em abono da verdade que Marquez não o merece, muito pelo contrário. Por isso comecemos pelo princípio.

Marc Marquez ganhou o campeonato do mundo em 2013. Desde aí até à data, por mais incrível que pareça nunca mais perdeu uma corrida. De facto o piloto tem actualmente 225 pontos em 225 possíveis e está quase 100 pontos à frente do segundo classificado e seu companheiro de equipa, Dani Pedrosa. Vitórias, pole position, voltas mais rápidas, recorde da pista, Marquez tem albergado tudo e batido recordes atrás de recordes relegando para um humilhante segundo ou terceiro plano todos os restantes pilotos que compõem o pelotão de MotoGP, Rossi incluído! Qual é a dúvida para este ano? Saber se alguém consegue bater Marquez até ao fim do campeonato ou se este vai conseguir mais um recorde nunca antes visto (que eu me lembre em nenhuma categoria) de vencer todas as provas do campeonato de 2014!

Dani Pedrosa é o primeiro dos últimos! Não é admissível que um piloto que milita há já tantos anos na categoria rainha e que tem do melhor material de todo o pelotão, facilmente comprovado pelos resultados da Honda este ano, tenha tantas dificuldades para conseguir bater o companheiro de equipa. A experiência deveria ter falado mais alto, caso Pedrosa fosse de facto competitivo. Aliás o futuro do piloto na Honda está em risco, pois tal como qualquer um que acompanhe MotoGP, também os dirigentes desta marca não estão de olhos fechados, e dificilmente Pedrosa conseguirá algum relevo numa nas próximas épocas com uma estrela em ascensão como Marquez. Mas é um facto que Pedrosa fez em 2013 uma das melhores ápocas da sua carreira e em 2014 está também acima da média…mas não chega.

No terceiro lugar aparece o campeoníssimo Rossi sem nada para provar a ninguém e que mesmo assim está novamente em ascensão com grandes possibilidades de roubar o segundo lugar a Pedrosa (aliás perdeu-o na última corrida). Rossi parece ter-se encontrado novamente e percebido quais os seus limites, nunca ultrapassando o que interiormente sabe que pode fazer. O veteraníssimo italiano já conta com 35 anos e já corre há mais tempo do que certos pilotos têm de vida. É inegavelmente um dos melhores pilotos de todos os tempos (se não o melhor!) e continua a bater recordes, desta feita de longevidade, deixando um rasto muito difícil de seguir e de suplantar, só ao alcance de pilotos excepcionais como é o caso presentemente de Marquez. Tem sido emocionante ver ambos encontrarem-se em pista se bem que têm sido poucas as ocasiões. Rossi tem tudo para conseguir fazer um campeonato brilhante e se conseguir o vice-campeonato poderá considerar-se que o 9 vezes campeão do mundo alcançou o máximo ao seu alcance esta época.

Na quarta posição e a uns impressionantes 128 pontos de diferença do líder, Jorge Lorenzo parece uma sombra do piloto que em 2013 foi o único a dar luta até ao fim a Marquez. Com um início de campeonato absolutamente deplorável, Lorenzo tem vindo a recuperar a confiança lentamente e será mesmo muito difícil apanhar o seu companheiro de equipa, Rossi para ascender à terceira posição no mundial. Se bem que nas últimas provas este tenha conseguido dar um “ar da sua graça”, a diferença pontual é demasiada para uma recuperação. Mas também já assistimos a milagres, como o de Pol Espargaro ou Viñales em 2013, pelo que tudo é possível.

 

By Aires Pereira

MotoGp em Aragón , a Crónica no 16valvulas by Aires Pereira

"Asneira" de Rossi
“Asneira” de Rossi

Em absoluto contraste com Misano, Aragon foi mais uma corrida monótona de MotoGP. Com quase todos os pilotos separados por alguns segundos, o pódio estava definido a meio da corrida com excepção do 3º lugar, que felizmente manteve o suspense até ao fim. É realmente urgente uma revitalização desta categoria, coisa que acreditamos vá finalmente acontecer com as mudanças anunciadas. A ver vamos!

Não obstante as condições atmosféricas, a categoria rainha da competição em duas rodas teve vários protagonistas nas diversas sessões de treino. Contudo foi Lorenzo que mais uma vez obteve a pole, fruto de uma queda muito prematura de Pedrosa que destruiu a sua moto principal.

A corrida em si, como já referi não teve grandes motivos de interesse. Esperava-se que as Ducati tivessem significativas melhorias, mas Hayden saiu em frente numa curva logo no início da corrida e foi catapultado quando bateu nos “pneus” (felizmente nada de mais aconteceu com o piloto americano) e Rossi teve uma saída de pista quando tentava ultrapassar Rea na primeira volta, que o remeteu para o fundo do pelotão, passando a corrida a recuperar da “asneira” para acabar em 8º. Spies começou muito bem mas foi perdendo folego sendo ultrapassado categoricamente por ambos os pilotos da equipe satélite da Yamaha. E aqui residiu o interesse da corrida. Mais uma vez Crutchlow e Dovizioso salvaram a honra do convento batalhando do princípio ao fim pela última posição no pódio e levando mesmo até à última curva o seu esforço, com Dovizioso a ser mais forte por algumas milésimas de segundo.

Lá na frente Lorenzo que fez o que lhe competia e cruzou a primeira curva à frente do pelotão, aguentou Pedrosa enquanto pode, mas com 38 pontos de vantagem o maiorquino deixou que o compatriota o suplantasse a meio da prova, tendo ambos feito uma jornada solitária a partir daí. O campeonato não ganhou muito mais interesse com os 5 pontos que Pedrosa recuperou, mas pelo menos, e matematicamente, Pedrosa ainda pode ser campeão. Contudo bastará a Lorenzo gerir as corridas que faltam e se acabar sempre em 2º tem o campeonato ganho. Daqui 15 dias espera-se o retorno de Casey Stoner que pode ser mais uma pedra no sapato de Lorenzo. Veremos se o australiano, não tendo já hipóteses de ser campeão, ajuda o companheiro de equipa e trava Lorenzo na corrida ao ceptro! Mas não esquecer…Dovizioso está somente a 7 pontos, portanto tem que se cuidar se não quiser perder o terceiro lugar no campeonato!

1º Jorge Lorenzo (290 pts), 2º Dani Pedrosa (257 pts), 3º Casey Stoner (186 pts)

Ultrapassagem de Pedrosa a Lorenzo
Ultrapassagem de Pedrosa a Lorenzo

Superbikes – a crónica sobre as provas de Imola no 16Válvulas por Antonio Pestana

MUNDIAL de SUPERBIKE – IMOLA – ITÁLIA 25 de SETEMBRO 2011

REA E CHECA DIVIDEM VITÓRIAS NAS DUAS MANGAS, COM O ESPANHOL CADA VEZ MAIS PERTO DA CONQUISTA DO CEPTRO MUNDIAL.

Em Imola, autódromo Enzo e Dino Ferrari, assistimos a um fim de semana repleto de emoções fortes nas várias categorias que integram o campeonato SBK- FIM e as duas mangas SBK não foram excepção!

Carlos Checa ficou muito próximo de conquistar já nesta ronda (e em “casa” da Ducati) o título de campeão mundial SBK de 2011, o que certamente não lhe irá fugir já na próxima ronda, Magny-Cours, em território francês, já que está agora a apenas três pontos para que tal aconteça matematicamente.

Jonathan Rea mostrou-se muito forte em Itália, vencendo uma das mangas com a renovada Honda CBR 1000 Castrol.

Carlos Checa averbou, uma vez mais, o melhor tempo da superpole-3, o que lhe garantiu a primeira linha da grelha nas duas mangas disputadas. No entanto no warm up de Domingo sofreu uma queda, sendo obrigado a alinhar com a moto de reserva que não possuía as afinações a 100%. O 2º tempo pertenceu a Rea (finalmente recuperado da lesão no pulso que o tem afectado ao longo de toda a presente temporada), seguido de Haga e Sykes. Na segunda linha da grelha estavam Laverty, Haslam, Badovini e Guintoli. Max Biaggi não alinhou na “sua” prova, já que ainda se encontra em recuperação do acidente sofrido nos treinos de Nurburgring, quando foi atingido no pé por um objecto não identificado, o que lhe causou uma lesão grave no metatarso do pé esquerdo, impossibilitando-o de passar caixa na sua Aprilia, sendo forçado a ausência, o que irá acontecer também na próxima prova em Magny-Cours.

1ª MANGA,

Tom Sykes efectua um arranque canhão assumindo a liderança da prova até à 4ª volta, altura em que Rea, em ritmo endiabrado, passa o piloto da Kawasaki para não mais largar a 1ª posição até à bandeirada de xadrez. Apenas Haga conseguiu, em algumas voltas, fazer-lhe frente, acompanhando o andamento do britânico, mas sem conseguir destroná-lo da liderança, já que se tinha desenvencilhado, logo nas primeiras voltas, de Checa e Sykes, com o espanhol na última volta a garantir o 3º lugar do pódio, numa ultrapassagem a Sykes. Quinto seria Laverty, seguido de Guintoli e Melandri, este a sofrer bastante para aguentar a 8ª posição, ele que é agora (com a ausência de Biaggi) o mais directo perseguidor do líder do campeonato, Carlos Checa.

                                                                          HONDA CASTROL DE JONATHAN REA

2ª MANGA

A 2ª manga de Imola foi uma corrida bastante semelhante à primeira, com Rea a sair que nem uma bala para liderar a corrida, seguindo-se Laverty, Camier (que detinha apenas o 10º tempo da grelha), Sykes e Checa.

No decurso da prova Haga vai subindo posições, desde  7º para chegar até 2º classificado, decorridas meia dúzia de voltas, com Checa em luta renhida com Laverty e Camier, e Rea sempre na frente.

A cinco voltas do fim, quando a vitória de Rea parecia vir a ser certa, eis que a electrónica da Honda do britânico o resolve trair, obrigando-o ao abandono. Azar aproveitado por Checa para assumir a liderança da prova, após luta intensa travada com Haga, vencendo assim a 2ª manga da corrida, ficando a apenas 3 pontos da conquista do título de 2011, bastando-lhe para tal averbar o 13º tempo em Magny-Cours. Tarefa que não deverá ser difícil para o motivado piloto espanhol de 39 anos. Haga seria 2º e Camier 3º, como que a dar nota aos possíveis interessados nos seus préstimos em 2012 que é um piloto de topo, havendo que contar com ele, agora que é já conhecida a decisão da Aprilia em não renovar o contrato ao britânico, sendo quase certo que o seu lugar será ocupado por Laverty, gorada que foi a hipótese deste de alinhar em MotoGP já no próximo ano. Laverty terminaria em 4º, seguido de Haslam, com Melandri a ser apenas 6º perdendo mais alguns pontos para Checa, estando agora a uns “eternos” 97.

Nota negativa para Fabrizio que não termina nenhuma das mangas, caindo de 7º classificado no campeonato para 10º, por troca com Haga, que sobe 2 posições.

                                                                                                           JONATHAN REA

CAMPEONATO:

1 CHECA 417 pts;  2 MELANDRI 320 pts; 3 BIAGGI 281 pts; 4 LAVERTY 256 pts; 5 HASLAM 187 pts 6 CAMIER 171 pts; 7 GUINTOLI 158 pts; 8 HAGA 155 pts; 9 BADOVINI 147 pts; 10 FABRIZIO 141 pts.

A próxima prova será em França, circuito de Magny-Cours, a 2 de Outubro.

Até lá!

Texto e fotos

António Pestana-16Válvulas