#Doa especial de #F1 e #moto2 , com Duarte Cancella de Abreu

DCA @ foto escolha pessoal
DCA @ foto escolha pessoal

 

Numa altura em que a F1 e o MotoGp regressam porque não também fazer regressar Duarte Cancella de Abreu e a suas Crónicas aqui no 16Válvulas?

Assim neste Doa a Quem D(u)er especial abordámos as possibilidades para a nova temporada de F1 , numa altura em que já se disputaram os treinos livres e onde Lewis Hamilton se revelou o mais rápido.

Tema muito analisado foi também a Moto2 , modalidade do Mundial de motociclismo onde corre o português Miguel Oliveira e para o qual Duarte guardou algumas estatísticas interessantes.

Em suma: mais um regresso em grande forma de Duarte Cancella de Abreu num registo que não podem perder por nada!

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#CNTT : #Baja #RotadoDouro – Resultados do Prólogo e análise com Pedro Gil de Vasconcelos

Logo Oficial
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Prova inaugural do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno e também a contar para a Taça Ibérica de TT , a Baja Rota do Douro está na estrada este fim de semana a partir de Gaia.

Depois de já termos assistido ao prólogo , Pedro Gil Vasconcelos vem ao 16Válvulas comentar os resultados tanto dos carros , como também das Motos e Quads.

Oportunidade ainda para abordarmos o que esperar desta prova , mas também das possibilidades abertas para o campeonato em 2016.

No final fica a apreciação ao trabalho do clube organizador o G.A.S.

Em suma:mais uma interessante entrevista com a chancela 16Válvulas e que não deve perder por nada!

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#MotoGp : #GermanGp by Aires Pereira

Marc Marquez
Marc Marquez

O menino prodígio está de volta. Marquez parece retornado da série negra que se lhe atravessou no caminho e o circuito germânico serviu às mil maravilhas para repor os níveis de confiança. Marquez ganhou tudo o que havia para ganhar. Melhor tempo em todos os treinos livres, pole position na qualificação, melhor volta e, obviamente a vitória. Mas o líder do campeonato é Rossi…cada vez mais Rossi!

Necessitando de dar a volta por cima, Marquez fez o que quis de Sachsenring. Foi chegar, ver e vencer. Noutros tempos esta afirmação era redundante, mas o facto determinante é que Marquez estava a 70 pontos de Rossi antes do início da ronda germânica. Para além de Marquez mais ninguém se demarcou dos restantes pilotos tendo os melhores tempos sido distribuídos por vários pilotos, com predominância das equipas de topo. Para além da pole position de Marquez tivemos Pedrosa no meio e Jorge Lorenzo a fechar a primeira fila.
A partida foi sensacional e dava o mote para uma corrida que se pensaria diferente. Jorge Lorenzo, que tem uma enorme a capacidade de fazer excelentes partidas não decepcionou e ultrapassaria ambas as Honda por fora logo na primeira curva assumindo o comando da corrida. Marquez e Pedrosa seguiam logo atrás e Iannone e Rossi atrás destes. Mas quando se pensava que Lorenzo iria ter uma daquelas corridas em que as diferenças nas voltas são centésimos de segundo, eis que Marquez e Pedrosa se colam ao compatriota para evitarem a fuga. Logo atrás Rossi passa Ianonne para se dedicar a apanhar Lorenzo, que era onde estava a verdadeira ameaça. Mas não foi preciso porque Marquez encarregou-se de assumir a liderança deixando Lorenzo a contas com Rossi, já depois deste ter “despachado” Pedrosa. E não demorou muito até que Lorenzo fosse passado. E tão passado foi que até Pedrosa o passou! E depois veio o que não se esperava…Pedrosa atacou Rossi. O italiano pareceu pouco à vontade com o ataque do piloto da Honda e acabou por sucumbir rodando várias voltas atrás de Pedrosa. Mas no momento em que provavelmente sentenciou que iria atacar Pedrosa cola o acelerador e desaparece. Rossi pensou nos pontos que, mesmo assim estava a ganhar para o campeonato (estava à frente de Lorenzo) e não cometeu nenhuma loucura para ir buscar Pedrosa, contentando-se com o terceiro posto.

1º Valentino Rossi – Yamaha (179 pts), 2º Jorge Lorenzo – Yamaha (166 pts), 3º Andrea Iannone – Ducati (118 pts)

#Moto2 : #GermanGp by Aires Pereira

Xavier Simeon
Xavier Simeon

A última vitória de um piloto belga monta a 1983 e o herói foi Didier de Radigues numa Chevalier de 250cc a dois tempos…outros tempos. 32 Anos depois outro belga, Xavier Simeon viu a bandeira de xadrez na categoria intermédia do mundial de velocidade. Parabéns pela vontade férrea e pela oposição ao líder do campeonato Zarco, quando todos julgávamos que “eram favas contadas”.

Como é normal nesta categoria não houve domínio de ninguém em termos dos melhores tempos em treinos livres e de qualificação. Houve um naipe alargado de pilotos que iam obtendo os melhores tempos, tendo Zarco (principal candidato ao título) conseguido a pole position. Ao seu lado um belga, Xavier Simeon e outro desconhecido italiano Franco Morbidelli. Parecia que o traçado germânico nos queria pregar algumas partidas.
E assim foi de facto. Morbidelli com uma partida fabulosa conseguiu superar todos os seus companheiros tendo feito a primeira curva na liderança. Logo atrás seguiam Simeon e Zarco. Mais atrás Corsi e Rabat suplantavam Luthi para se imiscuírem na luta pela vitória. Mas Morbidelli não aguentou muito tempo e Simeon acabou por tomar a liderança. Mas Corsi também queria um quinhão e no fim da recta da meta mete por dentro e trava já para além dos limites o que acabou por fazer o piloto alargar e muito a trajectória impedindo que tanto Simeon e Morbidelli passassem (estavam do lado de fora) e deixando uma porta “escancarada” para Zarco assumir a liderança. Pensou-se que a partir daqui o vencedor da corrida teria sido encontrado, mas de facto não foi assim. Simeon e Morbidelli desembaraçaram-se de Corsi e foram atrás de Zarco. Acabou por ser Simeon que estava em dia absolutamente inspirado que arrastou Morbidelli para uma batalha a três. Zarco não teve argumentos para Simeon e Morbidelli não conseguiu manter o ritmo ficando para trás com a terceira posição ameaçada por Rabat e Rins que entretanto já tinham deixado Corsi para trás. Zarco tentou tudo, mas com o pensamento nos pontos para o campeonato não entrou em loucuras e assumiu o segundo lugar deixando Simeon saborear a sua primeira vitória. O drama viria lá para trás com Rins e Rabat já à frente de Morbidelli e quando se preparavam para fazer a última curva. Morbidelli não terá ficado contente com a perda de um lugar no pódio e atacou a última curva como se não houvesse amanhã, causando a queda da sua moto e levando Rabat consigo. O espanhol nem queria acreditar quando foi ceifado pela moto do italiano! Com isto Rins passou instantaneamente de quinto para terceiro e obteve o lugar mais baixo do pódio.

1º Johan Zarco – Kalex (159 pts), 2º Tito Rabat – Kalex (114 pts), 3º Sam Lowes – Speed Up (96 pts)

#Moto3 : #LeMansGp : by Aires Pereira

Fenati, Bastianini
Fenati, Bastianini

Foi preciso chegar á quinta ronda para vermos um motor KTM a ganhar e infelizmente não foi Miguel Oliveira. Foi Romano Fenati da VR46 que finalmente conseguiu afinar a sua máquina. Com o tempo a deixar a sua marca na corrida, Danny Kent conseguiu ascender de 31º a 4º. Esforço notável do líder do campeonato a mostrar que não lidera a tabela de pilotos por acaso.

Com três vitórias consecutivas e igualando um record antigo com mais de 30 anos, Danny Kent era o principal favorito à vitória na mítica pista francesa. E de facto nas primeiras sessões de treinos o inglês dominou por completo demonstrando a sua capacidade e momento de forma actual. Em bom plano estiveram também Fenati, Miguel Oliveira e Quartararo (a jogar em casa) que acompanharam Kent no topo dos melhores tempos. Mas o tempo iria fazer a sua aparição e logo na qualificação. As motos saíram para a pista já com uns pingos a cair mas nada de muito aflitivo e que permitiria rodar com slicks. Muitos pilotos ficaram nas suas boxes á espera que estas gotitas passassem, mas o imprevisto aconteceu e após 10 minutos começou a cair um diluvio que impediu por completo que a sessão de qualificação registasse qualquer evolução nos tempos em termos de grelha de partida. Com isto a Honda Estrella Galicia consegue a pole position através de Quartararo e Navarro com Bagnaia da Mahindra a fechar a primeira fila. Miguel Oliveira ficava pelo 8º posto, enquanto que a armada Honda Leopard nem sequer se qualificava o que significava na prática que Kent sairia do 31º posto e Vazquez do 29º. Estavam lançados os dados para uma corrida diferente. A grande dúvida residia no tempo.
Mas no Domingo, não obstante estar um pouco frio, apresentava-se tempo limpo e solarengo. Com o apagar das luzes vermelhas Antonelli salta do 7º posto na grelha para a liderança da corrida na segunda curva (que é a mais complicada da corrida). Atrás deste seguem Bagnaia, Quartararo, Fenati, Kornfeil, Miguel Oliveira e Viñales. No fim da primeira volta Kent tinha já ultrapassado 17 concorrentes subindo à 14ª posição. Bastianini chega-se entretanto à frente e um a um ultrapassa todos os adversários encetando uma luta fantástica com Fenati. Mas o pelotão com aspirações à vitória é de 8 pilotos e Kent acaba por conseguir juntar-se à luta a 11 voltas do final. A 6 voltas do final Quartararo cai mesmo à frente de Miguel Oliveira o que acaba por atrasar o piloto português irremediavelmente passando para o fim do pelotão. Ao contrário Kent aproveita a oportunidade para subir ao 4º posto e na frente Fenati tem como companheiros de luta Bagnaia e Bastianini. As últimas voltas foram bastante intensas com Fenati a conseguir resistir a todos os assaltos e a cortar a linha de meta em primeiro. Bastianini ficou pelo 2º posto e Bagnaia resiste a Kent e obtém o último lugar do pódio. Grande prova de Kent que subiu de 31º para o 4º posto e azar para Miguel com a queda de Quartararo a condicionar definitivamente o resultado final no 8º posto e a descer um lugar na tabela do campeonato do mundo.

1º Danny Kent – Honda (104 pts), 2º Enea Bastianini – Honda (67 pts), 3º Efren Vazquez – Honda (60 pts)… 8º Miguel Oliveira – KTM (41 pts)

#Moto2 : #LeMansGp : by Aires Pereira

Thomas Luthi
Thomas Luthi

Thomas Luthi acaba por ser um justo vencedor da jornada francesa com uma prova muito bem disputada que acaba por marcar o ressurgimento do suíço nos lugares cimeiros de Moto2. Zarco solidifica a sua liderança na tabela de pilotos e Rabat começa a mostrar as garras!

Zarco chegava ao “seu” grande prémio na liderança da tabela classificativa e com todas as hipóteses de cimentar essa posição. Rabat e Luthi acabaram por ser os seus companheiros no topo da tabela de tempos dos treinos livres e de qualificação, tendo estes três pilotos monopolizado as três sessões livres. Mas na qualificação Rins acabou por se mostrar mais forte arrecadando a pole position e levando Lowes “a reboque” para o 2º posto. Zarco acabaria por fechar a primeira linha de grelha.
No arranque Zarco iria demonstrar que não tinha ficado satisfeito com o terceiro tempo disparando para a liderança da prova logo na segunda curva remetendo Lowes ao segundo posto depois deste ter efectuado um soberbo arranque. Rins na pole position acabaria por fazer um péssimo arranque sendo de imediato engolido pelo pelotão. Rapidamente as posições se definiram na frente. Luthi, absolutamente imparável e muitíssimo inspirado assume a liderança relegando Zarco para segundo plano e desaparece na frente para só voltar a abrandar depois de receber a bandeira de xadrez. Rabat que ainda viria a conseguir passar Zarco ficaria com o segundo lugar do pódio, acabando o francês por subir ao degrau mais baixo. Um pouco mais atrás desenvolvia-se uma luta que nos maravilhou entre Morbidelli, Rins e Salom. Com Lowes num solitário 4º lugar Rins não pretendia abdicar do suado 4º posto, acabando por perder com uma queda na curva 2 para Morbidelli. Mas o italiano não se ficou por aí e acabou por mandar Salom (companheiro de equipa de Rins) também para fora de pista quando este o atacava pelo 4 posto. Espectacular de ver a luta, pena foi o desfecho. Com a manutenção do líder do campeonato, as mexidas ocorreram nas restantes posições, fruto da regressada competitividade desta categoria a qual se saúda.

1º Johan Zarco – Kalex (89 pts), 2º Thomas Luthi – Kalex (68 pts), 3º Jonas Folger – Kalex (57 pts)

#Motogp : #LeMansGp : by Aires Pereira

Jorge Lorenzo
Jorge Lorenzo

Jorge Lorenzo ganha a segunda corrida sucessiva e passa para segundo lugar no campeonato. Rossi mantém a liderança há 5 jornadas. Marquez debate-se novamente com problemas, desta feita técnicos e Pedrosa abandona por queda no retorno da operação. Iannone corre com um ombro deslocado (acidente em treinos particulares da Ducati) e deixa para a história uma das mais fantásticas batalhas a que já assistimos em MotoGP num mano-a-mano divinal com Marquez.

 

A Honda veio para França estrear um novo mono-braço traseiro. A dificuldade de “setting” acabou por se fazer sentir nas motos da marca da asa dourada tendo a Yamaha reinado na frente da tabela dos melhores tempos dos treinos livres. Lorenzo sempre nos três primeiros tempos dos treinos mostrava-se muito forte e determinado em repetir a dose de Jerez. Marquez fazia o que podia para conseguir acertar com a afinação do novo mono-braço mas não conseguia encabeçar os melhores tempos com excepção da qualificação onde o campeão do mundo acabou mesmo por obter a pole position. A primeira linha ficaria completa com a Ducati de Dovizioso e a Yamaha de Lorenzo.

Tal como se previa Lorenzo atacava logo desde inicio com ultrapassagem a Dovizioso à entrada para a segunda curva e com uma manobra “esquisita” de Marquez. Formava-se o grupo da frente com Lorenzo no comando, Dovizioso, Iannone, Marquez e Rossi que fazia a sua corrida ”normal” de trás para a frente. Não tardou que Iannone e Dovizioso fossem ultrapassados por Rossi que assumia a segunda posição e carregava sobre Lorenzo. Lá para trás acontecia então uma das mais impressionantes batalhas a que já se assistiu com Iannone e Marquez a baterem-se curva a curva durante 3 voltas e com Smith a assistir colado a ambos. Um autêntico espectáculo com que fomos brindados em Le Mans. A aproximação de Rossi a Lorenzo foi tímida e inconsequente e o espanhol soube gerir muito bem a diferença levando a sua Yamaha a cruzar a bandeira de xadrez em primeiro lugar. Rossi chegou logo a seguir e Dovizioso fechava o pódio. Marquez acabou por ganhar a batalha com Iannone arrecadando o quarto posto.

 

1º Valentino Rossi – Yamaha (102 pts), 2º Jorge Lorenzo – Yamaha (87 pts), 3º Andrea Dovizioso – Ducati (83 pts)

#MotoGp : #16ValvulasEntrevista Rui Belmonte sobre a nova temporada e outros temas

Rui Belmonte @foto escolha pessoal , arquivo 16valvulas
Rui Belmonte @foto escolha pessoal , arquivo 16valvulas

Poucos dias depois de ter iniciada a temporada de 2015 do Campeonato do Mundo MotoGp , convidámos o comentador Rui Belmonte para uma apreciação.

Assim nos próximos minutos vão poder ouvir Rui falar das 3 categorias do Mundial , com destaque principal para a corrida de Miguel Oliveira nas Moto3.

Oportunidade ainda para falarmos do Nacional de Motociclismo , quase a começar , bem como o Campeonato do Mundo Motocross MX.

Ocasião ainda para percebermos como correu a prova de abertura do Nacional de TT , motos em Gois.

No final tempo ainda para falarmos da prova do Abu Dhabi Desert Challenge onde estão os portugueses Paulo Gonçalves e Ruben Faria.

Em suma: mais uma importante intervenção de Rui Belmonte , que estou certo não vão querer perder por nada!

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#MotoGp2014 : retrospetiva #Moto2 e #Moto3 com Aires Pereira

MOTO3

Miguel Oliveira
Miguel Oliveira

Começamos pelo que nos toca ao coração e assim sendo temos que começar pelo nosso Miguel Oliveira. 2014 tem sido um ano de grandes contrastes. Miguel tem variado entre o muito bom e o muito mau, sendo que o muito bom é de sua inteira responsabilidade, enquanto o muito mau recai invariavelmente na incapacidade da Mahindra em proporcionar ao piloto uma máquina isenta de problemas. Este ano tem sido a problemática da embraiagem que levou mesmo a que o piloto luso ficasse incapacitado de partir no GP da Argentina. Mesmo com todos os problemas técnicos que o têm afrontado, Miguel consegue demonstrar que é inegavelmente um dos melhores pilotos do pelotão de Moto3. A boa notícia é que a imprensa espanhola já dá o Mig#44 como certo na equipa KTM Red Bull em 2015. Assim sendo, e à semelhança de Jack Miller este ano, podemos estar perante o campeão de 2015 em Moto3. Mas para além do futurismo, espera-se essencialmente que Miguel mantenha a postura que o levou ao que é actualmente e que a segunda parte de 2014 possa trazer-lhe uma moto isenta de problemas…porque ele fará o resto!

As provas de Moto3 têm sido seguidas com grande interesse derivado ao excelente naipe de pilotos que este ano compete pelo título. Assim e passada metade da temporada verifica-se uma diferença inferior a 40 pontos entre 1º e 5º classificados no mundial. E daí para baixo a diferença continua a ser curta entre pilotos.

Jack Miller é quem lidera neste interlúdio liderando também uma interessante luta entre a KTM e a Honda. O australiano tem dado muito boa conta de si e não passou despercebido aos responsáveis da KTM Red Bull a época que este piloto fez em 2013 com material muito aquém dos homens da frente. Isso pagou dividendos e com material bom…é o que se vê. Lidera o campeonato.

Logo atrás aparece o primeiro homem da Honda e irmão da sensação do momento, Alex Marquez que tem proporcionado momentos deveras assombrosos aos comandos da sua Honda da equipa Estrella Galicia. Marquez faz jus à reputação que lhe advém do irmão campeão do mundo, e luta desalmadamente pela vitória, nem sempre com os melhores resultados, mas sempre com o primeiro lugar do pódio em vista.

Efran Vazquez, o mais veterano destes primeiros cinco homens encontrou na Honda a potência que precisava para se chegar e competir com os primeiros. Não se pode descartar Vazquez em qualquer corrida e o material Honda que dispõe deu nas vistas nas primeiras provas onde se destacava facilmente nas passagens pela recta da meta com uma velocidade que parecia impulsionada por Turbo. Decaiu um pouco nas últimas provas, mas permanece em terceiro lugar no mundial e perfeitamente enquadrável com o título.

Romano Fenati deu muito que falar em 2012, quando se iniciou em Moto3 com uma performance fenomenal, chegando a ganhar uma famosa prova feita debaixo de um diluvio em Le Mans completamente isolado tendo, contudo passado despercebido em 2013. No entanto na equipa VR46 e com motores KTM, 2014 tem sido um ano de consolidação para este italiano que tem Rossi por padrinho e que tem demonstrado grande consistência e capacidade. Os 30 pontos que o separam do primeiro posto não são obstáculo intransponível.

Por último temos Alex Rins que chegou a Moto3 com um futuro muito promissor mas que se tem revelado demasiado “cauteloso” deixando que lhe “tirem o pão da boca” como foi o caso do título de 2013 que lhe fugiu quando era praticamente impossível isso acontecer. Em 2014 com a Honda a fornecer os motores à Estrella Galicia Rins tem bom material para trabalhar, capacidade para liderar, mas vê-se relegado para um quinto posto que à partida não seria expectável, nem tão pouco que Marquez estivesse à sua frente e muito mais inclinado para roubar o campeonato a Miller do que Rins. Veremos como vai decorrer o restante campeonato e Isac Viñales (primo do campeão do mundo) está logo atrás para aproveitar as escorregadelas!

MOTO2

Após a saída de Espargaro e Redding Moto2 parecia despida de valores para manter o espirito combativo que caracteriza esta categoria. Dos protagonistas de 2013 ficava Rabat que passa para a ex-equipa de Redding, o que à partida parecia reunira todas as condições para Arredar a concorrência. E de facto assim foi. Nas primeiras corridas Moto2 até parecia qualquer coisa diferente, sem espirito, com os pilotos da frente separados por vários segundos (quando no ano passado eram centésimas de segundo) e as provas a terminarem com os primeiros lugares absolutamente definidos a várias voltas do final. Mas nem tudo o que parece é, e Rabat viria a perder folego fazendo emergir outros valores adormecidos. Alguns há mesmo muito tempo.

Mika Kallio, companheiro da equipa de Rabat, a Marc VDS, da Kalex valeu-se deste momento menos bom de Rabat para dar asas à sua ambição, tendo em atenção que detém uma das melhores máquinas do pelotão e traz também uma já longa experiência. É um facto que Kallio e Rabat raramente se defrontaram em pista, sendo normalmente a má forma de um a fazer com que o outro ganhe ou fique no pódio. Kallio parece lançado para fazer a vida negra a Rabat e lutar afincadamente pelo ceptro de Moto2. A equipa Marc VDS tem dois galos para o mesmo poleiro.

No terceiro lugar do mundial aparece Maverick Viñales. E este piloto é uma verdadeira caixinha de surpresas. Começou por entrar em Moto3 pela porta grande batendo Miguel Oliveira no Red Bull Rookies Cup (apesar de ter ganho menos corridas). Fez um brilharete no primeiro ano e depois parece que lhe fecharam a torneira e desapareceu, para voltar a aparecer no final da época. Exibições que variavam entre o bom e o péssimo e uma certa falta de capacidade emocional arredaram-no do título a meio da época. No ano passado, não obstante este comportamento voltou a ter bom material para se bater com os melhores. Apesar de não ter sido tão notório como no primeiro ano, Viñales voltou a quebrar quando era preciso cabeça fria para aguentar e foi por pura incapacidade dos adversários que veio a conseguir sagrar-se campeão mundial, ascendendo a Moto2. Curiosamente este ano o piloto consegue ter performances completamente antagónicas ao seu normal comportamento batendo-se afincadamente pelas vitórias e lutando de cabeça fria, nunca desistindo e com isto aparece, com alguma surpresa no terceiro posto do mundial, se bem que já a 50 pontos do líder. E se em que Rabat e Kallio pareçam imbatíveis e que dificilmente aconteceria um cataclismo a ambos, certo é que Viñales já uma vez apareceu do nada para ganhar um campeonato do mundo…será que o pode fazer outra vez?

Daqui para baixo dificilmente se conseguirá extrair um campeão mas os Suíços Aegerter e Luthi e o “velhinho” Corsi têm dado “água pelas barbas” aos pilotos candidatos ao título. Não obstante a fraca qualidade das provas de Moto2 em 2014, estes pilotos têm-se esforçado por levantar a fasquia brindando-nos com excelentes performances e arrojadas ultrapassagens.

MotoGp

Pois…nesta categoria apetecia-me excluir Marc Marquez! E porquê? Muito simplesmente porque (e isto até parece brincadeira) ganhou todas as corridas até à data. Nem na Playstation! Mas não seria politicamente correcto faze-lo e digamos em abono da verdade que Marquez não o merece, muito pelo contrário. Por isso comecemos pelo princípio.

Marc Marquez ganhou o campeonato do mundo em 2013. Desde aí até à data, por mais incrível que pareça nunca mais perdeu uma corrida. De facto o piloto tem actualmente 225 pontos em 225 possíveis e está quase 100 pontos à frente do segundo classificado e seu companheiro de equipa, Dani Pedrosa. Vitórias, pole position, voltas mais rápidas, recorde da pista, Marquez tem albergado tudo e batido recordes atrás de recordes relegando para um humilhante segundo ou terceiro plano todos os restantes pilotos que compõem o pelotão de MotoGP, Rossi incluído! Qual é a dúvida para este ano? Saber se alguém consegue bater Marquez até ao fim do campeonato ou se este vai conseguir mais um recorde nunca antes visto (que eu me lembre em nenhuma categoria) de vencer todas as provas do campeonato de 2014!

Dani Pedrosa é o primeiro dos últimos! Não é admissível que um piloto que milita há já tantos anos na categoria rainha e que tem do melhor material de todo o pelotão, facilmente comprovado pelos resultados da Honda este ano, tenha tantas dificuldades para conseguir bater o companheiro de equipa. A experiência deveria ter falado mais alto, caso Pedrosa fosse de facto competitivo. Aliás o futuro do piloto na Honda está em risco, pois tal como qualquer um que acompanhe MotoGP, também os dirigentes desta marca não estão de olhos fechados, e dificilmente Pedrosa conseguirá algum relevo numa nas próximas épocas com uma estrela em ascensão como Marquez. Mas é um facto que Pedrosa fez em 2013 uma das melhores ápocas da sua carreira e em 2014 está também acima da média…mas não chega.

No terceiro lugar aparece o campeoníssimo Rossi sem nada para provar a ninguém e que mesmo assim está novamente em ascensão com grandes possibilidades de roubar o segundo lugar a Pedrosa (aliás perdeu-o na última corrida). Rossi parece ter-se encontrado novamente e percebido quais os seus limites, nunca ultrapassando o que interiormente sabe que pode fazer. O veteraníssimo italiano já conta com 35 anos e já corre há mais tempo do que certos pilotos têm de vida. É inegavelmente um dos melhores pilotos de todos os tempos (se não o melhor!) e continua a bater recordes, desta feita de longevidade, deixando um rasto muito difícil de seguir e de suplantar, só ao alcance de pilotos excepcionais como é o caso presentemente de Marquez. Tem sido emocionante ver ambos encontrarem-se em pista se bem que têm sido poucas as ocasiões. Rossi tem tudo para conseguir fazer um campeonato brilhante e se conseguir o vice-campeonato poderá considerar-se que o 9 vezes campeão do mundo alcançou o máximo ao seu alcance esta época.

Na quarta posição e a uns impressionantes 128 pontos de diferença do líder, Jorge Lorenzo parece uma sombra do piloto que em 2013 foi o único a dar luta até ao fim a Marquez. Com um início de campeonato absolutamente deplorável, Lorenzo tem vindo a recuperar a confiança lentamente e será mesmo muito difícil apanhar o seu companheiro de equipa, Rossi para ascender à terceira posição no mundial. Se bem que nas últimas provas este tenha conseguido dar um “ar da sua graça”, a diferença pontual é demasiada para uma recuperação. Mas também já assistimos a milagres, como o de Pol Espargaro ou Viñales em 2013, pelo que tudo é possível.

 

By Aires Pereira