#Doa especial de #F1 e #moto2 , com Duarte Cancella de Abreu

DCA @ foto escolha pessoal
DCA @ foto escolha pessoal

 

Numa altura em que a F1 e o MotoGp regressam porque não também fazer regressar Duarte Cancella de Abreu e a suas Crónicas aqui no 16Válvulas?

Assim neste Doa a Quem D(u)er especial abordámos as possibilidades para a nova temporada de F1 , numa altura em que já se disputaram os treinos livres e onde Lewis Hamilton se revelou o mais rápido.

Tema muito analisado foi também a Moto2 , modalidade do Mundial de motociclismo onde corre o português Miguel Oliveira e para o qual Duarte guardou algumas estatísticas interessantes.

Em suma: mais um regresso em grande forma de Duarte Cancella de Abreu num registo que não podem perder por nada!

Cliquem AQUI para ouvirem e subscreverem o Podcast do 16Válvulas

 

@Moto3 : #brnogp by Aires Pereira in portuguese

Pódio com Antonelli
Pódio com Antonelli

 

Dois grandes acidentes a condicionar a corrida que foi interrompida e que reatou com menos 7 voltas. Nicolló Antonelli obteve a sua primeira vitória em Moto3 enquanto Miguel perdia pontos para os seus principais rivais, Fenati e Bastianini. Danny Kent não se envolveu na escaramuça pelo primeiro lugar e mantém a liderança do campeonato com uma boa diferença para Bastianini na segunda posição.

Os treinos em Brno não tiveram um protagonista. Foram vários os pilotos que se iam impondo nas várias sessões de treino com especial relevo para as máquinas e pilotos da Leopard Racing Vazquez e Kent. Antonelli também deu boa conta de si e logrou mesmo fazer o melhor tempo da sessão de qualificação, ficando com a pole position. O líder do campeonato ficaria a meio da primeira linha e Navarro fechava os três melhores tempos. Miguel iria quedar-se por um singelo 12º lugar.
A corrida teve duas partidas. Na primeira partida Vazquez e Miguel saltaram dos seus lugares para 3º e 4º lugar respectivamente prevendo-se uma excelente corrida para ambos os pilotos. Mas um acidente na primeira curva e outro, mais grave na terceira curva levaram à interrupção da prova e encurtamento da mesma de 17 para 12 voltas. Substancial! Na segunda partida Vazquez voltou a conseguir impor-se ao restante pelotão mas Miguel já não conseguiu instalar-se na frente como da primeira partida. Contudo o grupo de 11 pilotos, como já vem a ser normal em Moto3 teve muitas mudanças de comando e quase todos os pilotos lograram comandar a corrida por algumas voltas e entre eles Miguel Oliveira. Quem parecia imparável era Brad Binder, companheiro de equipa de Miguel que juntamente com Antonelli disputava assiduamente a liderança da prova. Fenati que também estava inserido neste grupo acabou por ser a novidade desta prova, também ele reclamando para si parte da liderança da prova. Com o fim da corrida à vista foi Antonelli que acabou por conseguir liderar o grupo à passagem pela bandeira de xadrez. Bastianini seguia logo atrás e Binder agarrava o seu primeiro pódio. Depois de muita luta Miguel acabou relegado para a 8ª posição, acabando por perder pontos para todos os seus rivais directos.

1º Danny Kent – Honda (199 pts), 2º Enea Bastianini – Honda (154 pts), 3º Romano Fenati – KTM (122 pts), 4º Miguel Oliveira – KTM (111 pts)

@Moto2 : #brnogp by Aires Pereira in portuguese

“Mortal” de Zarco
“Mortal” de Zarco

Zarco imperial! O piloto francês lidera o campeonato e venceu a corrida sem apelo nem agravo. Não foi fácil nem difícil, foi… à Zarco! A partir do momento em que Zarco se coloca na frente a corrida está decidida. Rabat e Rins ficaram com os dois lugares seguintes numa corrida em que a pouca luta aconteceu nos primeiros momentos da prova.

Mais uma vez os melhores tempos foram repartidos por diversos pilotos não havendo predominância de nenhum em particular. A única coisa que terá destoado do normal foi Luthi que andou sempre lá em cima com muita vontade de fazer um excelente fim-de-semana. Mas foi Zarco que mais uma vez obteve a pole position impondo a sua Kalex. Com registo mais negativo sobressai Sam Lowes com qualificado num modesto 13º lugar.
A corrida sem história teve o seu auge logo no início da prova com Rabat e Luthi a saírem à frente tendo o suíço conseguido mesmo dominar as primeiras curvas. Mas rapidamente Rabat tomou a dianteira da corrida com Zarco logo atrás. Zarco acaba por tomar conta da corrida com uma manobra de mestre passando ambos, Luthi e Rabat na mesma curva. Momento alto da corrida a partir do qual foi perdendo interesse à medida que as voltas se sucediam. Com pequenas lutas por posições atrasadas dá-se destaque à recuperação de Lowes até à 5ª posição e, ao contrário o afundar na classificação de Luthi que acabaria no 7º posto. Alguns ameaços de Rabat a Zarco que dominou sempre a corrida sem grande esforço., não resultaram em nada tendo o francês visto a bandeira de xadrez sem surpresas. Rins ainda se colou a Rabat na última volta, mas a diferença era grande e acabou por não conseguir esboçar sequer a ultrapassagem, ficando com o lugar do pódio mais baixo.

1º Johan Zarco – Kalex (224 pts), 2º Tito Rabat – Kalex (145 pts), 3º Alex Rins – Kalex (144 pts)

@MotoGP : #brnogp by Aires Pereira in portuguese

Pódio Lorenzo, Marquez e Rossi
Pódio Lorenzo, Marquez e Rossi

Lorenzo 211 pontos, Rossi 211 pontos. É este o figurino depois de uma corrida sem grande história em que Lorenzo venceu depois de mais uma corrida perfeita como é apanágio deste piloto. Rossi perdeu a liderança do campeonato por sua culpa, por não ter sido tão competitivo como Lorenzo e Marques, segundo as suas próprias palavras.

Jorge Lorenzo está em alta de forma e persegue o campeonato que Rossi tem liderado desde a primeira corrida. Rossi é o único piloto que esteve em todos os pódios este ano mas nem por isso os treinos lhe correram de feição. Existe sempre uma dificuldade para Rossi nos treinos que o relega para a 2ª ou 3ª linha da grelha mas desta feita Rossi conseguiu partir da primeira fila com o terceiro tempo da grelha. Lorenzo, imparável fazia a pole position e batia o recorde de Brno em duas rodas, enquanto Marquez se situava bem no meio das duas Yamaha.
A partida não correu de feição a Rossi que, não obstante ter partido da primeira fila viu-se passado por Bradley Smith e Dovizioso, enquanto Lorenzo e Marquez disparavam para a frente. E as primeiras 3 voltas foram cruciais para o desenrolar da corrida. Rossi ficou atrás de Smith e Dovi zioso e quando conseguiu passar Lorenzo e Marquez já estavam a mais de 2 segundos. A partir daí foi sempre a perder tempo para os lideres. O factor psicológico da partida falhada contou muito provavelmente. Ficavamos com a disputa do primeiro posto na frente entre os dois compatriotas, Lorenzo e Marquez. E quando se esperava que Marquez disferisse o golpe e assumisse a liderança, é Lorenzo que inicia uma série de voltas ao mais alto nível afastando-se lenta mas seguramente de Marquez que passou a receber indicações da boxe sobre Rossi que também não era ameaça. A partir daqui a corrida estava decidida e só um erro poderia alterar o desfecho. Mas não houve qualquer erro destes pilotos e o pódio ficou preenchido com Lorenzo, Marquez e Rossi, exactamente como tinham partido! Isto significa que o campeonato tem novo líder, se bem que em igualdade de pontos com Rossi. Lorenzo lidera pela primeira vez o campeonato e numa forma impressionante. Rossi já admitiu a sua falta de competitividade e se quer ter esperanças de ganhar o campeonato tem que fazer muito mais do que fez hoje!

1º Jorge Lorenzo – Yamaha (211 pts), 2º Valentino Rossi – Yamaha (211 pts); 3º Marc Marquez – Honda (159 pts)

#MotoGp : #GermanGp by Aires Pereira

Marc Marquez
Marc Marquez

O menino prodígio está de volta. Marquez parece retornado da série negra que se lhe atravessou no caminho e o circuito germânico serviu às mil maravilhas para repor os níveis de confiança. Marquez ganhou tudo o que havia para ganhar. Melhor tempo em todos os treinos livres, pole position na qualificação, melhor volta e, obviamente a vitória. Mas o líder do campeonato é Rossi…cada vez mais Rossi!

Necessitando de dar a volta por cima, Marquez fez o que quis de Sachsenring. Foi chegar, ver e vencer. Noutros tempos esta afirmação era redundante, mas o facto determinante é que Marquez estava a 70 pontos de Rossi antes do início da ronda germânica. Para além de Marquez mais ninguém se demarcou dos restantes pilotos tendo os melhores tempos sido distribuídos por vários pilotos, com predominância das equipas de topo. Para além da pole position de Marquez tivemos Pedrosa no meio e Jorge Lorenzo a fechar a primeira fila.
A partida foi sensacional e dava o mote para uma corrida que se pensaria diferente. Jorge Lorenzo, que tem uma enorme a capacidade de fazer excelentes partidas não decepcionou e ultrapassaria ambas as Honda por fora logo na primeira curva assumindo o comando da corrida. Marquez e Pedrosa seguiam logo atrás e Iannone e Rossi atrás destes. Mas quando se pensava que Lorenzo iria ter uma daquelas corridas em que as diferenças nas voltas são centésimos de segundo, eis que Marquez e Pedrosa se colam ao compatriota para evitarem a fuga. Logo atrás Rossi passa Ianonne para se dedicar a apanhar Lorenzo, que era onde estava a verdadeira ameaça. Mas não foi preciso porque Marquez encarregou-se de assumir a liderança deixando Lorenzo a contas com Rossi, já depois deste ter “despachado” Pedrosa. E não demorou muito até que Lorenzo fosse passado. E tão passado foi que até Pedrosa o passou! E depois veio o que não se esperava…Pedrosa atacou Rossi. O italiano pareceu pouco à vontade com o ataque do piloto da Honda e acabou por sucumbir rodando várias voltas atrás de Pedrosa. Mas no momento em que provavelmente sentenciou que iria atacar Pedrosa cola o acelerador e desaparece. Rossi pensou nos pontos que, mesmo assim estava a ganhar para o campeonato (estava à frente de Lorenzo) e não cometeu nenhuma loucura para ir buscar Pedrosa, contentando-se com o terceiro posto.

1º Valentino Rossi – Yamaha (179 pts), 2º Jorge Lorenzo – Yamaha (166 pts), 3º Andrea Iannone – Ducati (118 pts)

#Moto2 : #GermanGp by Aires Pereira

Xavier Simeon
Xavier Simeon

A última vitória de um piloto belga monta a 1983 e o herói foi Didier de Radigues numa Chevalier de 250cc a dois tempos…outros tempos. 32 Anos depois outro belga, Xavier Simeon viu a bandeira de xadrez na categoria intermédia do mundial de velocidade. Parabéns pela vontade férrea e pela oposição ao líder do campeonato Zarco, quando todos julgávamos que “eram favas contadas”.

Como é normal nesta categoria não houve domínio de ninguém em termos dos melhores tempos em treinos livres e de qualificação. Houve um naipe alargado de pilotos que iam obtendo os melhores tempos, tendo Zarco (principal candidato ao título) conseguido a pole position. Ao seu lado um belga, Xavier Simeon e outro desconhecido italiano Franco Morbidelli. Parecia que o traçado germânico nos queria pregar algumas partidas.
E assim foi de facto. Morbidelli com uma partida fabulosa conseguiu superar todos os seus companheiros tendo feito a primeira curva na liderança. Logo atrás seguiam Simeon e Zarco. Mais atrás Corsi e Rabat suplantavam Luthi para se imiscuírem na luta pela vitória. Mas Morbidelli não aguentou muito tempo e Simeon acabou por tomar a liderança. Mas Corsi também queria um quinhão e no fim da recta da meta mete por dentro e trava já para além dos limites o que acabou por fazer o piloto alargar e muito a trajectória impedindo que tanto Simeon e Morbidelli passassem (estavam do lado de fora) e deixando uma porta “escancarada” para Zarco assumir a liderança. Pensou-se que a partir daqui o vencedor da corrida teria sido encontrado, mas de facto não foi assim. Simeon e Morbidelli desembaraçaram-se de Corsi e foram atrás de Zarco. Acabou por ser Simeon que estava em dia absolutamente inspirado que arrastou Morbidelli para uma batalha a três. Zarco não teve argumentos para Simeon e Morbidelli não conseguiu manter o ritmo ficando para trás com a terceira posição ameaçada por Rabat e Rins que entretanto já tinham deixado Corsi para trás. Zarco tentou tudo, mas com o pensamento nos pontos para o campeonato não entrou em loucuras e assumiu o segundo lugar deixando Simeon saborear a sua primeira vitória. O drama viria lá para trás com Rins e Rabat já à frente de Morbidelli e quando se preparavam para fazer a última curva. Morbidelli não terá ficado contente com a perda de um lugar no pódio e atacou a última curva como se não houvesse amanhã, causando a queda da sua moto e levando Rabat consigo. O espanhol nem queria acreditar quando foi ceifado pela moto do italiano! Com isto Rins passou instantaneamente de quinto para terceiro e obteve o lugar mais baixo do pódio.

1º Johan Zarco – Kalex (159 pts), 2º Tito Rabat – Kalex (114 pts), 3º Sam Lowes – Speed Up (96 pts)

#Moto3 : #GermanGP by Aires Pereira

Danny Kent
Danny Kent

Danny Kent esteve absolutamente imparável durante todo o fim-de-semana. Ninguém conseguiu acompanhar o ritmo do líder do mundial nem nos treinos nem na corrida. Arrecadou tudo. No extremo oposto ficou Miguel que lhe bastaram 4 voltas no primeiro treino para cair a baixa velocidade e partir o quarto metacarpo com direito a bilhete para operação de urgência em Lisboa.

Fantástica performance do inglês candidato ao título de campeão do mundo em Moto3. Kent arrecadou todos os melhores tempos em todas as sessões de treinos sem dar qualquer hipótese à concorrência. Por perto andaram vários pilotos com destaque para Bastianini ou Quartararo, ambos no topo da classificação, mas sem nunca incomodarem Kent. Miguel que só fez 4 voltas em Sachsenring. Teve uma queda a baixa velocidade de onde resultou a fractura do quarto metacarpo da mão esquerda. Foi operado no Sábado com sucesso e lá ficou um pouco mais pesado com uma placa novinha em folha para rápida recuperação do osso.
A corrida teve pouca história. Apesar da pole position Kent não foi bem sucedido na partida tendo sido passado por Hanika que iria liderar as primeiras centenas de metros da corrida. Mas Kent, ciente da sua capacidade já demonstrada acaba por assumir a liderança ainda antes do fim da primeira volta para a voltar a perder logo de seguida para Bastianini, Brad Binder e Antonelli. Todos tentavam que Kent não ficasse na liderança mais do que 2 ou 3 voltas para impedir que o britânico fugisse. Mas foi isso mesmo que acabou por acontecer e mesmo antes de metade da corrida. O único a conseguir acompanhar foi mesmo companheiro de equipa, Vazquez nunca colocando sequer a hipótese de assumir a liderança. Uma vez que Miguel não estava presente daria jeito que Bastianini perdesse o maior número de pontos possível, mas infelizmente Bastianini acabaria por chegar à frente do pelotão de 5 motos onde tínhamos Fenati, Antonelli, Navarro e Binder. Kent viria assim a ganhar a prova com mais de 7 segundos de avanço sobre Vazquez e 9 de Bastianini que iria subir ao degrau mais baixo do pódio.

1º Danny Kent – Honda (190 pts), 2º Enea Bastianini – Honda (124 pts), 3º Miguel Oliveira – KTM (102 pts)

#Moto2 , #AssenGp by Aires Pereira

Zarco e Rabat a cruzarem a meta
Zarco e Rabat a cruzarem a meta

Uma corrida com duas partidas e disputada em 2/3 da distância inicial por via do acidente de Salom e do consequente derrame de óleo na pista, levou Zarco a mostrar porque lidera a tabela de Moto2 conseguindo ser o primeiro a ver a bandeira de xadrez mesmo depois de uma entrada bem ríspida de Rabat que atiraria com o francês para o 5º posto logo no inicio da segunda partida. Rabat contentou-se com o 2º posto e Lowes voltou aos pódios.

 

Mais uma vez o facto dos motores desta categoria serem todos iguais levou a que os treinos livres e cronometrados não tenham, regra geral os mesmos protagonistas em todas as suas sessões. Pode contudo dizer-se que o denominador comum foi Lowes que esteve sempre muito bem ao longo de todo o fim-de-semana. Zarco acabaria por conseguir a pole position impondo a sua mestria seguido de Rabat e Lowes a fechar a primeira fila.

Como já se referiu a corrida foi composta de duas partes, sendo que uma delas nem uma volta teve. Luis Salom envolveu-se num acidente aparatoso em que a moto pegou fogo e cujo óleo foi espalhado pela pista originando a bandeira vermelha ainda antes de se completar a primeira volta. Esta interrupção não foi benéfica para Rabat que liderava a corrida tendo conseguido impor-se a Folger e Zarco.

Na segunda partida Zarco faz um cavalinho enorme na largada perdendo muito terreno para os mais rápidos, nomeadamente Folger que voltava a fazer uma partida fulgurante liderando o pelotão nas primeiras voltas. Rabat também voltava a perder para o alemão e numa tentativa de retomar o ataque ao líder Rabat e Zarco encontram-se a meio caminho com o francês a sofrer um toque que o terá relegado para a 5ª posição. Rabat seguia então na peugada de Folger que acabou por ultrapassar. Contudo Folger acabou por o reter mais tempo do que o previsto e com isto Zarco estava já em cima de ambos, depois de se ter desembaraçado rapidamente dos pilotos que o separavam dessa posição. Folger acabou por ser ultrapassado por três pilotos em três voltas consecutivas ficando então na liderança Rabat com Zarco e Lowes logo atrás. Mas enquanto Zarco ganhava terreno a Rabat Lowes ficava-se pelo terceiro posto. E não demorou nem custou a ultrapassagem ao espanhol, passando Zarco para o comando da prova que não mais largou até á bandeira de xadrez. Assim as posições finais coincidiram com as posições destes na qualificação e, curiosamente na tabela de pilotos de Moto2.

1º Johan Zarco – Kalex (159 pts), 2º Tito Rabat – Kalex (114 pts), 3º Sam Lowes – Speed Up (96 pts)

#Moto2 : #ItaliaGp -by Aires Pereira

Tito Rabat
Tito Rabat

Praticamente sem oposição e numa corrida monótona Rabat consegue a primeira vitória na disciplina em que foi campeão em 2014. Zarco faz mais uma corrida a pensar no campeonato do mundo e agradece os 20 pontos do segundo lugar. A dupla suíça, Aegerter e Luthi que tanto animaram as corridas de 2014 deram um ar da sua graça mas não passou disso. E desta feita Rins não conseguiu encontrar o caminho para a frente do pelotão.

 

Os treinos foram dominados por quatro pilotos. Rabat, Lowes, Luthi e Zarco. A nata de Moto2 faz valer a sua capacidade e monopoliza os melhores tempos de todas as sessões de treinos. Sam Lowes precisava de pontos e confiança e nada melhor que começar por obter a pole position. A seu lado ficariam Aegerter que se intrometeu muito bem entre os grandes na qualificação e Rabat fecharia a primeira linha.

Com uma temperatura exterior e de pista ideais para a prática do motociclismo a corrida de moto 2 inicia-se com a dupla suíça, Aegerter e Luthi a dar cartas e a conseguir liderar a prova por umas voltas. No entanto rapidamente são apanhados pelo pelotão nomeadamente por Corsi e Lowes que protagonizam um acidente em que Corsi é obrigado a desistir e Lowes é relegado para a 11ª posição. O britânico que precisava de pontos via assim a vida a andar par atrás. Mas na frente as coisas também não corriam de feição para Luthi que exagera o grau de inclinação e acaba por perder a frente quando liderava. Com este incidente Aegerter fica na frente mas a pressão de Rabat, que via a oportunidade de ganhar a sua primeira corrida esta época dá os seus frutos e o campeão do mundo passa a liderara corrida. Zarco consuma também a ultrapassagem a Folger sem grande stress uma vez que os principais adversários ficavam pelo caminho. Lá atrás Lowes faz das tripas coração e recomeça a recuperação que o levaria até à 4ª posição. Daqui para a frente e depois de Zarco passar Aegerter a história da corrida acabou com os pilotos do pódio satisfeitos com a sua posição. Recordando, Rabat ficaria com a vitória, Zarco ficava com 20 pontos e ampliava a vantagem na liderança do campeonato e Aegerter contentava-se com o último lugar do pódio. Uma corrida sem história.

 

1º Johan Zarco – Kalex (109 pts), 2º Tito Rabat – Kalex (78 pts), 3º Thomas Luthi – Kalex (68 pts)

#Moto3 : #LeMansGp : by Aires Pereira

Fenati, Bastianini
Fenati, Bastianini

Foi preciso chegar á quinta ronda para vermos um motor KTM a ganhar e infelizmente não foi Miguel Oliveira. Foi Romano Fenati da VR46 que finalmente conseguiu afinar a sua máquina. Com o tempo a deixar a sua marca na corrida, Danny Kent conseguiu ascender de 31º a 4º. Esforço notável do líder do campeonato a mostrar que não lidera a tabela de pilotos por acaso.

Com três vitórias consecutivas e igualando um record antigo com mais de 30 anos, Danny Kent era o principal favorito à vitória na mítica pista francesa. E de facto nas primeiras sessões de treinos o inglês dominou por completo demonstrando a sua capacidade e momento de forma actual. Em bom plano estiveram também Fenati, Miguel Oliveira e Quartararo (a jogar em casa) que acompanharam Kent no topo dos melhores tempos. Mas o tempo iria fazer a sua aparição e logo na qualificação. As motos saíram para a pista já com uns pingos a cair mas nada de muito aflitivo e que permitiria rodar com slicks. Muitos pilotos ficaram nas suas boxes á espera que estas gotitas passassem, mas o imprevisto aconteceu e após 10 minutos começou a cair um diluvio que impediu por completo que a sessão de qualificação registasse qualquer evolução nos tempos em termos de grelha de partida. Com isto a Honda Estrella Galicia consegue a pole position através de Quartararo e Navarro com Bagnaia da Mahindra a fechar a primeira fila. Miguel Oliveira ficava pelo 8º posto, enquanto que a armada Honda Leopard nem sequer se qualificava o que significava na prática que Kent sairia do 31º posto e Vazquez do 29º. Estavam lançados os dados para uma corrida diferente. A grande dúvida residia no tempo.
Mas no Domingo, não obstante estar um pouco frio, apresentava-se tempo limpo e solarengo. Com o apagar das luzes vermelhas Antonelli salta do 7º posto na grelha para a liderança da corrida na segunda curva (que é a mais complicada da corrida). Atrás deste seguem Bagnaia, Quartararo, Fenati, Kornfeil, Miguel Oliveira e Viñales. No fim da primeira volta Kent tinha já ultrapassado 17 concorrentes subindo à 14ª posição. Bastianini chega-se entretanto à frente e um a um ultrapassa todos os adversários encetando uma luta fantástica com Fenati. Mas o pelotão com aspirações à vitória é de 8 pilotos e Kent acaba por conseguir juntar-se à luta a 11 voltas do final. A 6 voltas do final Quartararo cai mesmo à frente de Miguel Oliveira o que acaba por atrasar o piloto português irremediavelmente passando para o fim do pelotão. Ao contrário Kent aproveita a oportunidade para subir ao 4º posto e na frente Fenati tem como companheiros de luta Bagnaia e Bastianini. As últimas voltas foram bastante intensas com Fenati a conseguir resistir a todos os assaltos e a cortar a linha de meta em primeiro. Bastianini ficou pelo 2º posto e Bagnaia resiste a Kent e obtém o último lugar do pódio. Grande prova de Kent que subiu de 31º para o 4º posto e azar para Miguel com a queda de Quartararo a condicionar definitivamente o resultado final no 8º posto e a descer um lugar na tabela do campeonato do mundo.

1º Danny Kent – Honda (104 pts), 2º Enea Bastianini – Honda (67 pts), 3º Efren Vazquez – Honda (60 pts)… 8º Miguel Oliveira – KTM (41 pts)