#Moto2 , #ArgentinaGp by Aires Pereira

Johan Zarco
Johan Zarco

Após três provas temos quatro aspirantes a segurar o ceptro no fim do campeonato. Zarco, Rins, Lowes e Rabat. Os três primeiros por valor demonstrado e Rabat por ser o actual detentor do título. Entretanto Zarco conseguiu finalmente ganhar a corrida que perdeu no Qatar por causa da caixa de velocidades e Rins parece bastante bem lançado, tal como Viñales quando chegou a Moto2…deve ser da moto amarela!

 

Moto2 parece ter recuperado alguma da excitação que a caracterizou nos primeiros anos. A luta pelo primeiro lugar voltou a acontecer e este ano parece que teremos belas lutas se não houver azares como hoje. Os treinos foram dominados pelos quatro cavaleiro do actual panorama de Moto2, com alternância e sem dominância de nenhum em especial, acabando Zarco por conseguir a pole position seguido de Rabat e Luthi a fechar a primeira fila.

Com um excelente arranque Rabat até liderou o pelotão nas primeiras duas voltas, mas Zarco atacou e por duas curvas houve ali uns ligeiros “chega para lá” entre ambos que acabou por culminar numa saída de pista de Rabat que o afastaria definitivamente dos lugares cimeiros. Com a queda na primeira rons, o campeão do mundo começa mal o campeonato. Zarco ficava na frente com Sam Lowes, Xavier Simeon e Mika Kallio. O francês conseguiu atingir o segundo e meio de diferença e assim ficou durante a maior parte da corrida. Lowes e Simeon não conseguiam diminuir mas também não abrandavam a pressão. Aparece então outra das surpresas deste campeonato, Rins a subir posições até chegar à frente com Lowes que entretanto se tinha desenvencilhado de Simeon, que pouco depois acabaria por cair em luta com Kallio. Ficava então Zarco à frente e Lowes a lutar pelo segundo lugar com Rins. Zarco acabaria por ganhar sem contestação enquanto Lowes não conseguiu resistir a Rins que assim assumiu o segundo posto, deixando Lowes no degrau mais baixo do pódio.

 

1º Johan Zarco – Kalex (53 pts), 2º Alex Rins – Kalex (49 pts), 3º Sam Lowes – Speed Up (41 pts)

Moto3 #9 GP de Italia , Mugello – Crónica 16valvulas by Aires Pereira

Moto3, Mugello (Itália)

 

Viñales, Cortese, Rins, Fenati, Antonelli, Vazquez e Kent
Viñales, Cortese, Rins, Fenati, Antonelli, Vazquez e Kent

Em primeiro lugar as desculpas aos nossos leitores pela ausência de crónicas desde o GP de Silverstone (UK). Por impossibilidades técnicas tal não foi possível. Daí uma pequena retrospectiva destas provas impõe-se naturalmente.

Começamos pelo GP de Silverstone onde Viñales impôs a sua mestria levando de vencida a prova com Salom e Cortese a obterem os restantes lugares no pódio. Viñales conseguia assim ascender ao comando do campeonato, ultrapassando Cortese. Em Assen (Holanda) Viñales viria a repetir o feito, voltando a ganhar a corrida novamente à frente de Cortese, sendo Danny Kent ascendeu desta vez ao último lugar do pódio. Viñales viria assim estender-se a sua liderança para 7 pontos à frente de Cortese. Mas as condições adversas da pista alemã de Sachsenring levaram a um autêntico desastre pontual com Viñales a não conseguir pontuar. Desta feita o alemão Cortese (primeiro piloto germânico a vencer nesta pista), mantendo a sua regularidade e não tendo o espanhol com que se preocupar levou a prova de vencida com Masbou e Salom a ocuparem a 2ª e 3ª posição respectivamente. Com este resultado Cortese ascende ao novamente ao comando do campeonato, mas desta feita com 18 pontos de vantagem sobre o espanhol. Quanto a Miguel Oliveira e após o seu glorioso terceiro posto na Catalunha, tem atravessado o deserto ao longo destes 3 últimos GP´s. Um 10º posto em Silvertstone e Assen e um 19º em Sachsenring atiraram o piloto luso para 12º lugar na classificação geral. Em abono deste refira-se que, tanto em Inglaterra como na Holanda, Miguel correu pela primeira vez, sendo que em 2011 não participou por lesão.

 

E é com esta configuração que chegamos a Mugello (Itália), rebaptizado Circuito Marco Simoncelli, em homenagem ao tragicamente desaparecido piloto de MotoGP.

E se Viñales se qualifica como candidato ao título mundial, fez por demonstrar isso mesmo com uma excelente pole position, à frente de Cortese e Rins, companheiro de equipa de Miguel, que por sua vez não foi além da 16ª posição.

A liderança da primeira curva foi partilhada por dois pilotos que partiram da 2ª fila, Khairuddin e Vazquez. Depois disto juntou-se uma série de pilotos que estendiam o primeiro grupo até à 11ª posição e onde Miguel estava inserido. Mas o grupo teria obrigatoriamente que se reduzir e os “esticões” de Viñales fizeram as suas vítimas. Uma delas foi Miguel Oliveira que ao tentar ficar com o grupo da frente acabou por se despistar. Ainda voltou à pista, mas acabou por abandonar. Ficavam então Viñales, Cortese (que simplesmente não descolava do espanhol), Vazquez, Kent, Antonelli e o surpreendente Fenati. A corrida foi disputada até final, mas Viñales não queria tanta gente atrás de si na última volta, pelo que mais um “esticão” e o grupo ficava reduzido a Viñales, Cortese e um espectacular Fenati. A última volta foi arrepiante com os três pilotos a cortarem a linha de meta com 71 centésimos de segundo de diferença. Espectacular. Viñales conseguia ganhar a prova, com Fenati a conseguir a 2ª posição e a mandar um inconformado Cortese para o último lugar do pódio. Cortese tem agora 9 pontos de diferença para o espanhol e o campeonato está ao rubro!

 

1º – Sandro Cortese (164 pts), 2º – Maverick Viñales (155 pts), 3º – Luis Salom (104 pts), … 13º – Miguel Oliveira (39 pts)

Viñales, Fenati e Cortese
Viñales, Fenati e Cortese

 

 

Moto3 Gp Espanha , Jerez , a Crónica 16valvulas by Aires Pereira

Miguel Oliveira proibido de defender a liderança conquistada

 

Ainda bem que escrevo esta crónica alguns dias depois dos acontecimentos, porque no dia da corrida só me apetecia correr os comissários de pista à pedrada!

Para mim, e para os portugueses em geral, o que sucedeu em Jerez com Miguel Oliveira deveria ser visto à lupa pela organização da prova para impedir que futuras situações repetissem a vergonha que presenciámos nesta pista. Miguel Oliveira é um grande piloto, já o demonstrou anteriormente, é extremamente eficaz, nomeadamente  com piso húmido ou molhado e pelos vistos…parece que há gente que não gosta disto!

 

Quatro sessões de treinos, entre elas a sessão de qualificação e Miguel Oliveira liderou três delas! Infelizmente a qualificação, com um misto de sol e chuva permitiu aos pilotos mais arrojados circularem mais 2 ou 3 voltas com pneus slick, opção que Miguel tomou também, mas somente conseguiu dar duas voltas à pista, pois a sessão estava no fim. Ainda assim arrecadou o último lugar da primeira fila. Imediatamente antes ficaria Sandro Cortese, com a Pole a ser feita pelo companheiro de equipe e campeão do CEV de 2011, Alex Rins.

A corrida foi um misto de coragem e de sorte. Os pilotos iniciaram a prova com pneus slick, numa pista que estava praticamente seca, mas com alguns pontos muito traiçoeiros, como se notou logo na 1ª volta com três pilotos a caírem exactamente no mesmo sítio e na mesma altura. Kornfeil liderava então seguido de Miguel, Fenati e Rins. Na segunda volta, Miguel passava para a frente com Kornfeil a ter uma saída à entrada da recta da meta. Mas logo a seguir Miguel viria a cair também. Contudo os comissários, ao contrário do que aconteceu com Alex Rins mais tarde e exactamente no mesmo sitio, pegaram na moto do Miguel e levaram-na para fora da pista, quando o piloto pedia insistentemente para voltar à pista. Uma verdadeira vergonha! Também Viñales teve uma saída no inicio da corrida passou para a o fim do pelotão e acabou por terminar em 6º lugar…mas a este não lhe tiraram a moto das mãos!

Ficaram então na frente Rins, Fenati e Rossi. Este último acabaria também por cair deixando Fenati e Rins sozinhos na frente. Fenati não se fez rogado e a 13 voltas do fim passa para a frente. Três voltas depois Rins cai no mesmo sitio que tinha caído Miguel, mas é ajudado pelos mesmos comissários e volta para a pista. E foi ajudado tão rapidamente que conseguiu manter o 2º posto. Uma vergonha, repito!

Romano Fenati que completava o seu 2º grande prémio obteve a vitória com mais de 30 segundos de avanço para Salom que entretanto tinha conseguido passar Rins. Uma excelente Vitória de Fenati que vai dar muitas dores de cabeça a quem julgava que este ano…eram “favas contadas”. Com apenas 2 grandes prémios arrecada 45 pontos equivalentes a uma vitória e um 2º lugar. Espectacular.

O próximo grande prémio é o de Portugal, onde Miguel “joga” em casa. Pelo mesno cá os comissários não vão interferir!!! Que VERGONHA!

 

1º Fenati (45 pts), 2º Viñales (35 pts), 3º Salom (33 pts)…8º Miguel (